Medidas e responsabilização
A federalização das apurações é uma possibilidade concreta caso os estados não atuem de forma adequada. Segundo a secretária de Acesso à Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sheila de Carvalho, a lei brasileira permite que crimes sejam alçados à competência federal quando houver grave violação dos direitos humanos.
O secretário-executivo da pasta, Ademar Borges, acrescentou que o ministério também recebeu denúncias de crimes de ódio, intolerância e discriminação no ambiente digital, e que a Força Nacional atua para garantir a segurança de grupos indígenas ameaçados.
Violência política no 2º turno: morte, espancamento e ataques a apoiadores de Lula
violência política registrada na reta final do segundo turno das eleições de 2026 deixou mortos, feridos e uma sequência de denúncias de agressões contra apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no último domingo (25). Entre os episódios documentados estão a morte de uma mulher atropelada enquanto aguardava uma carreata em Minas Gerais, o ataque a uma vereadora petista, a morte de um engenheiro espancado em Santos e uma agressão coletiva registrada em vídeo em Goiás.
Os episódios ocorreram entre sábado (24) e a manhã desta segunda-feira (26). Parte das imagens mostra confrontos e agressões, enquanto outros relatos ainda dependem de confirmação policial. A autoria e a motivação política também não foram esclarecidas em todos os casos.
As denúncias ganharam força após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL). Em Rio Verde, Goiás, vídeos de um homem sendo espancado circularam amplamente. Em Florianópolis, testemunhas acusam policiais militares de atropelar um motociclista durante as comemorações. As duas ocorrências provocaram pedidos de investigação, mas não havia confirmação oficial de mortes nesses episódios até a manhã desta segunda-feira. Com informações da Fórum