Comando Vermelho planejava festa para Flávio, aponta PM

Comando Vermelho planejava festa para Flávio, aponta PM

Um relatório da inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro atribuiu ao Comando Vermelho a organização de uma carreata em São Gonçalo para comemorar uma eventual vitória presidencial do senador Flávio Bolsonaro. O evento, chamado de “Carreata do Flávio Bolsonaro – Fora Lula”, estava previsto para a noite de domingo, após o fim da apuração eleitoral. Com informações da Agência Sportlight.

Flávio Bolsonaro perdeu a eleição, e a mobilização não ocorreu. O informe do 7º Batalhão de Polícia Militar alertava para a possibilidade de grande aglomeração, com presença de pessoas ligadas ao tráfico e ao consumo de drogas.

A peça foi produzida pelo P-2, setor reservado de inteligência da PM, e encaminhada ao P-3, responsável pelo planejamento operacional. O documento classificou a atividade como um “evento não autorizado” e apontou a participação de facções criminosas antes de atribuir a organização ao Comando Vermelho.

Divulgada nas redes sociais como “Rolezinho”, a carreata tinha início marcado para 21h. Os organizadores planejavam informar o local de concentração apenas no horário da realização.

Comando Vermelho planejava festa para Flávio, aponta PM
Publicação da “Carreata do Flávio Bolsonaro – Fora Lula”. Foto: Divulgalção

O material anexado ao relatório trazia uma arte com a frase “Vencemos esse câncer do PT” e “Fora Lula”, ao lado da imagem do presidente reeleito. A inteligência policial entregou o alerta no dia 23, como parte dos informes semanais sobre atividades associadas a facções.

O mesmo documento listava outros oito eventos previstos para aquele fim de semana em áreas sob influência do Comando Vermelho, principalmente bailes funks em comunidades. São Gonçalo é apontada pelas forças de segurança como área de hegemonia da facção.

Operações recentes investigaram integrantes do grupo por roubos de veículos e cargas na região. Ferros-velhos e empresas de reciclagem do Complexo do Salgueiro também entraram em investigação por suspeita de lavagem de mais de R$ 500 milhões.

Durante a campanha e no mandato parlamentar, Flávio Bolsonaro associou repetidamente Lula e o governo federal ao crime organizado. Procurado para comentar o relatório que apontou uma comemoração de sua eventual vitória organizada pela facção, o senador não respondeu.

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