Chefe poderá responder na Justiça por assédio sexual e oferecer droga a funcionária

Chefe poderá responder na Justiça por assédio sexual e oferecer droga a funcionária

Cozinheira da lanchonete colocou bilhete dentro de embalagem de lanche e casal que recebeu comida por delivery procurou ajuda. Um inquérito policial foi aberto na segunda-feira

A Polícia Civil informou que o chefe da jovem que usou um guardanapo de lanche para pedir socorro e disse que estava sendo assediada por ele na última semana em Chapecó, no Oeste catarinense, poderá responder pelos crimes de assédio sexual e oferecimento de droga sem objetivo de lucro. Um inquérito policial baseado nesses crimes foi aberto na segunda-feira (31).

Na noite de sexta-feira (28), um casal recebeu o bilhete no guardanapo com o pedido de socorro junto com a comida por delivery e procurou a Guarda Municipal.

“Por favor, chame a polícia nesse endereço. Meu chefe está me assediando e está tentando me drogar. Sou cozinheira. Por favor, não é brincadeira”, escreveu a jovem no bilhete.
Os agentes foram até o estabelecimento na madrugada de sábado (29) e encontraram a funcionária e o suspeito, um homem de 48 anos, trabalhando.

No local, a jovem disse aos guardas que o chefe havia tentado agarrá-la durante o trabalho. De acordo com ela, o homem ofereceu R$ 150 para que os dois mantivessem relações sexuais. Ele, segundo a funcionária, também lhe propôs beber vinho misturado com cocaína.

Segundo a Polícia Civil, a jovem tem 18 anos e os fatos investigados teriam ocorrido na quarta-feira (26) e quinta-feira (27). Inicialmente, a Guarda Municipal de Chapecó (GMC), que atendeu a ocorrência, informou que funcionária tinha 19 anos.

A Polícia Civil não forneceu detalhes do caso, mas informou que todos os envolvidos já foram ouvidos.

“As investigações prosseguirão em inquérito policial instaurado no intuito de obter outros elementos que possam ajudar no total esclarecimento do ocorrido. A Polícia Civil não mais se manifestará até a conclusão dos procedimentos, visando a resguardar o sigilo das investigações e completa elucidação dos fatos”, disse a instituição.

Via: ContilNet

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