Foto Brasil de Fato
A autoproclamada presidenta da Bolívia, Jeanine Añez continua presa em La Paz, desde 12 de março deste ano. Ela foi encontrada pela polícia escondida dentro de uma cama box, na cidade de Trinidad, departamento de Beni. Ela responde por terrorismo e conspiração por participação no golpe que derrubou o ex-presidente Evo Morales.
Jeanine Añez Chavez, advogada, apresentadora de TV e política foi presidenta da Bolívia de 12 de novembro de 2019 a 08 de novembro de 2020, com a vitória de Luis Arce do MAS (Movimento ao Socialismo), mesmo partido de Evo Morales.
O ex-ministro da Energia, Rodrigo Guzmán, também foi preso em Trinidad. Álvaro Coímbra (Justiça), também foi preso. Também foi expedido um mandado de prisão contra o ex-chefe das Forças Armadas Williams Kaliman.
Arturo Murillo, ministro de Governo de Añez, foi preso nos Estados Unidos, acusado de suborno e lavagem de dinheiro. Murillo fugiu pelo Panamá, passano pelo Brasil. ele foi acusado pelo Departamento de Justiça dos EUA de ter recebido suborno de empresas estadunidenses para assinar contratos com a Bolívia no período de gestão de Áñez. Segundo as acusações,ele teria viajado aos EUA para realizar a lavagem de dinheiro das suas comissões.
O ex-ministro teria recebido US$ 602 mil – mais de 80% em espécie – para assinar um contrato de US$ 5,6 milhões na compra de gás lacrimogêneo e outros equipamentos para as forças de segurança bolivianas.
Os ex-ministros Luis Fernando López (Defesa), Yerko Núñez (Presidência), também tiveram as prisões decretadas.
Jeanine Añez foi a segunda mulher a presidir a Bolívia. A exemplo da primeira, fez um governo de menos de um ano de duração. Mas as semelhanças param por aí. Enquanto Añez era de Extrema Direita, a primeira presidenta Lídia Gueiler Tejada, era Socialista e foi uma dirigente influente da revolução socialista de 1952. Natural de Cochabamba, ela governou a Bolívia de novembro de 1979 a julho de 1980, quando foi deposta por um golpe militar. Segundo alguns biógrafos, Lídia era tia da atriz de Hollywood, Rachel Welch, cujo nome verdadeiro é Jo Raquel Tejada.
Rachel Welch foi considerada símbolo sexual nas décadas de 1960 e 1970

Foto História Mundi
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