Amazônia: governo Bolsonaro favorece mineradoras canadenses

Amazônia: governo Bolsonaro favorece mineradoras canadenses

Entre as mineradoras está a Belo Sun que tenta construir a maior mina de ouro a céu aberto na Volta Grande do Xingu

O banco canadense Forbes & Manhattan enfrentava dificuldades com seus negócios bilionários na Amazônia antes da posse de Jair Bolsonaro (PL) como presidente da República, em 2019. Mas nos últimos três anos o cenário mudou.

Aos poucos, o grupo se aproximou de membros ligados às Forças Armadas no Executivo, chegando até o vice-presidente da República e general da reserva do Exército Hamilton Mourão (PRTB) – com quem tratou diretamente, em reuniões exclusivas em Brasília. Há anos, o banco canadense tenta liberar os licenciamentos ambientais de mineradoras ligadas a ele, no Amazonas e no Pará.

A partir de um conjunto de documentos, a Agência Pública revela bastidores dos negócios entre o governo Bolsonaro e o Forbes & Manhattan com suas companhias associadas. Entre elas está a controversa mineradora Belo Sun, que há mais de dez anos tenta construir a maior mina de ouro a céu aberto do mundo na Volta Grande do Xingu. Caso consiga, Belo Sun instalará uma barragem de rejeitos na região ainda maior que a da Vale rompida em Mariana (MG).

O banco canadense acumulou vitórias para a liberação de seus empreendimentos na Amazônia nos últimos três meses de 2021. No período, a União também liberou áreas originalmente destinadas à reforma agrária para que o mesmo grupo instale um garimpo de ouro em pleno Xingu – um acordo que, mesmo com denúncias de irregularidades, segue válido de acordo com o Diário Oficial.

Além disso, outra reportagem da Pública mostra que, em novembro do ano passado, o Forbes & Manhattan fechou a compra de uma refinaria de xisto da Petrobras no sul do Paraná com todo o parque tecnológico desenvolvido do zero no local desde os anos 1970.

Neste caso, como mostra a nossa reportagem, a Petrobras ignorou suas próprias suspeitas sobre esse mesmo grupo para fechar o negócio. A reportagem enviou uma série de perguntas ao grupo Forbes & Manhattan para entender melhor seus projetos no Brasil, mas não houve retorno.

Via Diálogos do Sul

 

 

 

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