Bento Albuquerque não aceitava o pacote da forma como estava sendo fechado no Congresso sob o comando do Centrão
Inicialmente a exoneração de Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia foi anunciada como uma reação do presidente Jair Bolsonaro as constantes altas nos preços dos combustíveis. Entretanto a investigação da jornalista Mônica Bergamo da Folha de São Paulo trouxe uma nova luz ao episódio. Segundo ela, Bento Albuquerque resistia ao projeto patrocinado pelo Centrão para beneficiar o “rei do gás” na construção de gasodutos pelo país. “Bento Albuquerque resistia à ideia, e afirmou a autoridades de Brasília que não aceitaria o pacote da forma como estava sendo fechado no Congresso”, escreve Mônica.
Avaliada em R$ 100 bi, a proposta beneficiaria diretamente o empresário Carlos Suarez, ex-sócio da empreiteira OAS e conhecido como o “rei do gás”, que hoje é o único que detém autorizações para distribuir gás em oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O assunto está sendo comentado no Twitter

“A ideia, de acordo com a jornalista, “seria apresentar uma emenda de última hora no projeto de lei que discute a modernização do setor elétrico”.
Albuquerque queria garantir que a construção do gasoduto estaria condicionada a valores e condições de mercado. E que apenas andaria com o aval do Ministério das Minas e Energia.
Bento Albuquerque foi demitido e em seu lugar assumiu Adolfo Sachsida, do grupo de Paulo Guedes.
Foto-Veja
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
