
Em seu depoimento, a mãe do criminoso explica que os parentes “tiveram receio de Queven desistir e fugir no meio do caminho” e que, “sendo assim, amarraram os pés e as mãos” dele.
O grupo, então, desceu com o rapaz imobilizado até a Rua Almirante Alexandrino, uma das principais vias de acesso à comunidade, “onde foram recebidos pelos policiais militares”, ainda conforme o relato da mãe aos agentes.
Inicialmente, o porta-voz da Polícia Militar, tenente-coronel Ivan Blaz, chegou a divulgar que Queven teria sido alvo do “tribunal do tráfico”, que não teria aceitado o crime e iria executá-lo. Ele contou que o assassino foi localizado por uma equipe do 5º BPM (Praça da Harmonia) amarrado e acabou resgatado pelos agentes. O depoimento da mãe só foi prestado na especializada depois que essa primeira versão veio a público.
A auxiliar de serviços gerais também falou aos investigadores sobre as ligações pregressas do filho com o crime organizado — ele possui 47 passagens pela polícia, incluindo roubo, tráfico de drogas e homicídio, e estava foragido da Justiça do Rio desde 2016. Havia pelo menos oito mandados de prisão em aberto contra Queven. A mãe confirmou que ele “já fez parte do tráfico de drogas do Morro dos Prazeres”, mas que acredita que, atualmente, o filho é “apenas usuário de drogas, apesar de ainda manter amizade com os traficantes locais e conviver no meio deles”. Ela contou que ele usa “cocaína e lança-perfume”, nunca tendo sido “internado para tratamento de dependência química”.
Ao ser ouvida, a mulher também comentou o relacionamento de cerca de sete anos mantido pelo filho com Sarah. Assim como outras testemunhas, ela lembrou que a convivência dos dois “sempre foi conturbada, com diversas brigas”. “Queven já agrediu Sarah em outras duas oportunidades, tendo ela sido hospitalizada e internada em razão das agressões”, disse a mãe do assassino.
De acordo com policiais da DHC que estiveram no local do crime, o rapaz chegou à casa da vítima por volta de 4h20 e fez três disparos para cima. Ao entrar na casa, Queven atirou diversas vezes contra a mulher, que morreu na hora. No quarto onde estava Sarah, peritos da Polícia Civil encontraram 16 cápsulas de pistola.
A cabeleireira foi enterrada na tarde desta quarta-feira, no Cemitério do Catumbi, na Região Central do Rio. O sepultamento foi acompanhado por cerca de 40 parentes e amigos, que não quiseram dar declarações. Já Queven deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira, como informou o Tribunal de Justiça do Rio.
Via: ContilNet
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