Dentre os movimentos que defendem a independência da Amazônia, o mais conhecido é o Movimento Amazônia Independente que se embasa no fato histórico da criação do Estado do Grão-Pará e Maranhão em 1621.

O Estado do Grão Pará, atual Amazônia ocupa 3.853.676 km², o equivalente a 45% do território brasileiro. O Estado não aceitou fazer parte do Brasil, quando o país se tornou independente de Portugal em 7 de setembro de 1822 e permaneceu fiel à Coroa Portuguesa. A adesão da província ocorre, quase um ano depois, em 15 de agosto de 1823. O termo “adesão” é contestado pelos independentistas que preferem “anexação”.

Doze anos depois, estourou a Cabanagem, uma revolta popular extremamente violenta, ocorrida de 1835 a 1840, na província do Grão-Pará, que tinha por objetivo a independência da região. A Cabanagem deixou uma carnificina de quase 30 a 40% da população da província. Dizimou populações ribeirinhas, quilombolas, indígenas, e membros da elite local.
Entretanto não foi a única. Insurreições com a Farroupilha no Rio Grande do Sul. a Balaiada no Maranhão, e a Sabinada na Bahia, explodiram em todo território brasileiro. Todas sufocadas. Nenhuma tentativa separatista prosperou. O único movimento emancipacionista que voltou a ganhar força no século XXI é o da Amazônia.
O movimento mantém um portal na internet o amazonidas.org. Em diversas ocasiões é impossível acessar o site. Aparece em alemão um aviso sobre o domínio.

Nas oportunidades em que o site pode ser acessado, é possível acompanhar as ideias e intenções do movimento, como esta: “Somente com o que temos hoje, nós seríamos maiores que 70% dos países do mundo em relação à economia e população. Além disso, sem as amarras do estado brasileiro, com uma verdadeira emancipação, nós poderíamos partir para um verdadeiro desenvolvimento econômico com a construção de uma indústria nacional amazônida, e etc. Nós temos um potencial enorme pra nos desenvolver de forma humana e sustentável, mas na situação em que estamos, nós desperdiçamos todas essas oportunidades e aceitamos resignados situações absurdas promovidas tanto pelo Brasil quanto por outros países”.
Um dos mais ferrenhos críticos da independência da Amazônia ou da sua internacionalização é o ex-ministro da Defesa do Brasil, Aldo Rebelo que aponta a atuação de ONGs estrangeiras na fomentação de ideias separatistas há muitos anos atuando na Amazônia, em defesa de interesses de seus países de origem. Rebelo considera a possibilidade de repartição do território como traição nacional.
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Foto- R7
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