Com o slogan “Deus, Pátria e Família”, os integralistas ficaram conhecidos como camisas-verdes e pejorativamente por “galinhas verdes”
Volta e meia esse importante tronco da Direita Extremista brasileira ressurge.
Em 2019, 15 pessoas trajadas com as tradicionais camisas verdes, fizeram uma manifestação em São Paulo.
Na noite de 7 de novembro próximo passado, milícias fardadas com as tais camisas verdes desfilaram pelas ruas de Joinville, Santa Catarina, como os “Camisas Negras” do fascismo italiano.
Veja o vídeo
Camisas Negras, que influenciaram a criação dos Camisas Verdes no Brasil, era uma milícia formada por paramilitares que agia em nome do nacionalismo, do anticomunismo, do antipacifismo e do antiliberalismo. Essa milícia oficial do governo Mussolini atacava sindicatos, jornais e movimentos políticos, espancava grevistas, intelectuais críticos ao fascismo, membros das ligas camponesas e qualquer outro grupo que se manifestasse de forma contrária ao ideal fascista.
No Brasil, o Movimento Integralista foi criado por Plínio Salgado em 1932, dois anos depois que o político brasileiro se encontrou com o ditador fascista Benito Mussolini. Os integralistas são conhecidos como fascistas brasileiros.
Tal movimento se embasava na ideia de que os intelectuais nacionalistas deveriam tomar à frente dos rumos do país associado ao rompimento com a tradição “medíocre” da política. Salgado foi seduzido profundamente pela política fascista e sua crítica à democracia, ao liberalismo e ao comunismo e repassou essas ideias aos seguidores.
Para contextualizar, é necessário informar que apenas 13 anos separavam a Revolução Russa (1917) da criação do Movimento Integralista Nacional e o comunismo era um regime desconhecido, o que motivou a reação contrária da época.
Os Integralistas que acreditavam num caminho único, mantiveram relações com organizações fascistas e conservadoras internacionais.
O Movimento Integralista defendia a autoridade, denunciava uma conspiração contra o Brasil e propunha defender a família, além de um Estado de tipo fascista, chamado de Estado Integral. A doutrina integralista era embebida pela tônica religiosa e tinha por lema “Deus, pátria e família” e o tom messiânico, típico desse tipo de política, se concentrava na imagem de Plínio Salgado, compreendido como um profeta.
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