–Revolta
O ex-deputado Luís Calixto questionou através de suas redes sociais, os métodos da Polícia Federal no que se refere a interpretação do diálogo entre o governador Gladson Cameli e o primo dele, que transcrevo a seguir: “Linker, tua mãe mandou aqui essa mensagem, aí eu te pergunto: por que é que tu não corre atrás? Parece que eu não tô querendo te dar obra, é isso? Fica um negócio chato para mim, Linker, entendeu? Tu tem que dizer , tu tem que se movimentar, ou tu quer que eu vá atrás de ti? O que é que eu tenho que fazer? me diz aí”. Enquanto a PF interpreta como inequívoca intenção de favorecimento familiar, Calixto entende que Gladson estava dizendo ao primo que “se vire” e que ele (Gladson), não pode fazer nada. Que Linker se quiser obra, que corra atrás. Para Luís Calixto a interpretação da PF é maldosa. Entretanto, adversários políticos de Gladson, obviamente apoiam a interpretação da PF sobre o controverso diálogo.
–Não afetou
A abissal diferença entre o jurídico e o popular é evidente no caso da Operação Ptolomeu. Por mais que haja relatórios contundentes e matérias nacionais, a popularidade do governador Gladson Cameli (PP) permanece intocada. É como se a popularidade de Gladson tivesse o “corpo fechado”. Após a Ptolomeu I e II, ele foi reeleito com mais de 53% dos votos. Em primeiro turno. No andar da terceira fase, permanece intocada. Os comentários nas redes sociais mostram isso. No mais recente post do Secretário Adjunto de Governo, Luís Calixto, no qual ele questiona a interpretação de diálogos pela Polícia Federal, taxando-as de “forçação de barra” com o objetivo de influenciar uma decisão mais dura da Ministra Nancy Andrighi, nos comentários a população disse que acredita no governador. Ou seja, Gladson pode estar enrolado juridicamente até o pescoço, mas majoritariamente, a população do Acre continua a apoiá-lo. Isso é fato.
– Similares
Outros políticos vivenciaram o mesmo tipo de situação. A ponto do bordão “Rouba, mas faz” ser utilizado na política brasileira para justificar o voto em políticos corruptos, desonestos e descomprometidos. O exemplo histórico mais claro desses é o ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf que já esteve preso; consta na lista vermelha da Interpol desde 2010; é condenado pela justiça da França por lavagem de dinheiro e no Brasil, condenado pelo Supremo por desvio de dinheiro de obras, e apesar dessa “folha corrida”, mantém uma legião de fãs com fé inabalável em sua capacidade de gestão. Outro é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de tudo o que fez em desfavor do trabalhador brasileiro e do próprio Brasil, com escândalos de corrupção pipocando por todo o lado, consegue manter quase metade da população brasileira acorrentada a ideia de mito. A psicologia explica esses casos como uma incapacidade de análise racional. Mais ou menos assim- as pessoas simplesmente acreditam nesses personagens e desculpam seus deslizes. Dificilmente mudam de opinião porque acreditam no que querem independente da realidade.
–Origem
A expressão “rouba, mas faz” foi cunhada por Paulo Junqueira Duarte para referir-se ao seu adversário político Adhemar de Barros, cujos cabos eleitorais respondiam as acusações de corrupção relembrando suas obras. Entre escândalos de corrupção mas com realizações para apresentar, Adhemar foi prefeito de São Paulo, interventor federal (1938–1941), duas vezes governador de São Paulo (1947–1951 e 1963–1966), deputado e candidato a presidente da República. O bordão continua a ser repetido por milhares de pessoas para justificar o voto. Esse tipo de coisa acontece porque o eleitor deixa de acreditar na política e considera que todos os políticos são farinha do mesmo saco. A lógica portanto passa a ser, se não há candidatos honestos, vota-se naquele que acha que “vai roubar menos”, apesar disso fortalecer a corrupção.
–Histórico
, Ruy Barbosa cunhou uma frase célebre: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” Parece que no Brasil a corrupção não acaba e nem fica pouca.
–Violência
Um menino de 16 anos foi executado em uma disputa entre o Comando Vermelho (CV) e B13, na capital. Na Baixada da Sobral, no domingo (19), os moradores precisaram cumprir um toque de recolher de uma facção criminosa. Ou as Facções Criminosas efetivamente dominaram o Acre e estão levando a polícia do Acre à pagode ou a Segurança Pública do estado está deixando se matarem entre eles para ter menos trabalho quando decidir agir. Ocorre que essa guerra está atingindo jovens cada vez com menos idade. Quase crianças, que morrem antes de ter chance de conhecer e entender a vida. A situação é apocalítica.
–Hora do Jenilson
O ex-deputado e médico Jenilson Leite (PSB) investe no que melhor sabe fazer: orientar a população a se prevenir das doenças. Jenilson estreia em suas redes sociais o quadro ” Hora da Saúde”. Programa que de propõe a trazer conteúdo explicativo e tirar as dúvidas da população ao vivo sobre a doença que estiver em debate. No programa de estreia, o debate é sobre a dengue, doença que causa milhares de internações e óbitos por ano. Este tipo de programa deveria virar política pública de esclarecimento e prevenção sobre doenças. Quando a prevenção não é política de governo, Secretarias de Saúde deveriam se chamar Secretaria da Doença, pois só correm atrás do prejuízo.
–Armas na mão
…da Justiça. Ministro da Justiça, Flávio Dino determinou que a PF faça busca ativa para apreender armas que não forem recadastradas até o próximo dia 03 de abril. A estimativa é que existam 150 mil armas de Cacs que não foram recadastradas e as que não forem até a data estipulada serão confiscadas. A medida foi adotada por causa de denúncias, muitas delas confirmadas de Cacs que adquiriam armas para vender a facções criminosas com atuação em todo o território nacional. Segundo representantes do governo Lula, o Brasil está enfrentando o armamentismo criminoso deixado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
–Surpresa nenhuma
Para quem lê e pesquisa a defesa que o deputado Coronel Ulysses e o senador Alan Rick, ambos do União Brasil, fazem das armas, não constitui surpresa. Os dois são citados na lista dos 38 parlamentares brasileiros que foram eleitos apoiados pelo lobby das armas, o Proarmas e possivelmente tenham apoio da Associação do Rifle, dos EUA . O Proarmas é o maior grupo que faz lobby pela indústria armamentista no Brasil. Portanto a tendência é que vejamos ao longo dos mandatos dos dois, vários projetos ligados a armas. O PL de Ulysses para que integrantes da segurança privada possam adquirir e portar arma de fogo em tempo integral e a defesa que Alan fez dos Cacs no Senado, são pequenos aperitivos do que pode vir a ser servido no prato principal. Prestem atenção.
Bom dia companheiros de imprensa que deram visibilidade ao apoio que o deputado federal Coronel Ulysses deu à PEC que visa extinguir a Justiça do Trabalho, as Varas do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Foi este trabalho que levou Ulysses a rever seu posicionamento. Parabéns também ao deputado que reconheceu o erro. Reconhecer um erro e voltar atrás é sinal de caráter. À César o que é de César.
Esta é uma coluna de opinião
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Imagem- O Convergente
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