Bravatas de Trump: mundo reagiu e ele recuou

Bravatas de Trump: mundo reagiu e ele recuou

Para enfrentar um doido, outro mais louco

A decisão de Trump de taxar em 25% produtos do Canadá e do México e em 10% uma lista de importados da China provocou queda nas bolsas de valores de todo o mundo.

O índice Dow Jones chegou a perder 665 pontos, mas se recuperou rapidamente depois do anúncio do acordo.

Trump é extremamente sensível às variações da Bolsa, termômetro que utiliza para medir seu sucesso.

Depois da imposição de tarifas, o ocupante da Casa Branca passou a ser bombardeado pela oposição democrata num tema sensível: a inflação.

Dirigentes de entidades empresariais fizeram coro com economistas de que as tarifas de Trump vão aumentar os preços para os consumidores estadunidenses.

É a primeira vez que um ocupante da Casa Branca impõe tarifas para obter concessões políticas, não necessariamente econômicas.

No Canadá, usando um boné azul com as palavras “O Canadá não está à venda”, o primeiro-ministro de Ontario, Doug Ford, anunciou o rompimento de um contrato de U$ 68 milhões com a empresa de Elon Musk, a Starlink, em retaliação às tarifas de Trump contra seu país.

Donald Trump demonstrou flexibilidade, ao perceber que um desastre poderia acontecer na bolsa de Nova York, onde o índice Dow Jones chegou a perder 665 pontos nesta segunda-feira, 3., e acordou com a presidente Claudia Sheinbaum, do México a suspensão das tarifas.

Quem não reage, dança

A “diplomacia de canhoneira” de Trump estreou oficialmente no Panamá, onde o secretário de Estado Marco Rubio e o presidente José Raúl Mulino apresentaram versões completamente distintas sobre o encontro que tiveram no domingo, 2.

Horas depois do encontro, Mulino informou que não será renovada a carta de intenções pela qual o Panamá entraria na Nova Rota da Seda, iniciativa chinesa de infraestrutura.

Além disso, a empresa Hutchison Ports PPC, baseada em Hong Kong, que opera os portos de Cristobal e Balboa, está sendo auditada e pode perder as concessões.

A viagem de Rubio faz parte de um primeiro tour pela América Central e o Caribe. Os principais objetivos são forçar os países visitados a receber imigrantes deportados dos EUA e reduzir a influência chinesa no que Washington considera seu “quintal”.

 

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