O médico psiquiatra Rafael Bernardon Ribeiro foi nomeado, nesta sexta-feira (31/1) para compor o Conselho Penitenciário do Estado de São Paulo.
No órgão, Bernardon fará parte do grupo de quatros médicos cuja função é emitir parecer para concessão de pedidos de indulto e livramento condicional e fazer a supervisão da gestão do sistema penitenciário do estado. Pelo decreto, ele deverá ficar no órgão como membro efetivo até abril de 2028.
Rafael Bernardon já defendeu a eletroconvulsoterapia (ECT) em entrevistas. Eletroconvulsoterapia (eletrochoques), é um tratamento psiquiátrico na qual é utilizada a passagem de corrente elétrica para estimular a atividade cerebral. O tratamento foi criado nos anos 1930 e era amplamente utilizado em Hospitais Psiquiátricos.
O ECT foi usado como instrumento de tortura de pacientes psiquátricos e duramente questionado pelo movimento de Reforma Psiquiátrica.
Em 2021, ele foi nomeado pelo então ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, para o cargo de coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde.
À época, o nome de Bernardon gerou a reação de entidades ligadas à Reforma Psiquiátrica. Entre elas, a Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial publicou um manifesto contra a nomeação do médico. As informações são do Metrópoles.
Imagem- BBC
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