A prisão ocorreu durante uma nova fase da Operação Sisamnes, que investiga crimes como obstrução de justiça, violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva. Além da prisão de Thiago Barbosa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do procurador de Justiça Ricardo Vicente da Silva, seu superior no MP.
As investigações apontam que Thiago Barbosa atuava como intermediário no repasse de informações sigilosas sobre operações em trâmite no STJ, com possível anuência do procurador Ricardo Vicente. Conversas interceptadas pela PF revelam que Thiago teria alertado o desembargador Helvécio de Brito Maia Oliveira sobre investigações em curso contra ele, indicando uma rede clandestina de monitoramento e comércio de informações sigilosas.
Curiosamente, Thiago Barbosa utilizava suas redes sociais para criticar figuras políticas, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamava de “corrupto” e “bandido” — contradição que levanta questionamentos sobre a coerência entre o discurso público do advogado e suas supostas práticas nos bastidores.
O MPTO informou que adotou todas as medidas necessárias para atender às determinações do STF e reforçou seu compromisso com a legalidade e a transparência. A instituição afirmou que o servidor citado nas investigações foi exonerado do cargo.
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