Após ataque de 6 de janeiro de 2021 contra Capitólio, milhares de perfis foram suspensos, inclusive o de Trump
Nos meses que se seguiram ao ataque ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, cerca de 150 mil contas nos EUA foram bloqueadas no Twitter, hoje X. Os protestos por causa da suspensão de contas na época não foram tão estridentes como as críticas aos bloqueios de perfis nas redes no Brasil após a eleição brasileira de 2022 e os ataques a Brasília em 8 de janeiro de 2023.
Mas as ações das plataformas nos EUA após o 6 de janeiro foram a semente do movimento global da direita com discurso em defesa de liberdade de expressão. Esse movimento ganhou força no Brasil após o STF e o TSE banirem centenas de contas em redes sociais, acusadas de espalhar desinformação eleitoral ou incitar golpe de Estado.
Donald Trump foi banido do YouTube, Facebook, Instagram e X poucos dias após seus apoiadores invadirem o Capitólio para tentar impedir a certificação da vitória do democrata Joe Biden na eleição presidencial de 2020.
Segundo as empresas, ele teria violado as regras de uso com conteúdo de incitação à violência. Além disso, a Amazon (Web Services), a Apple e o Google expulsaram de suas plataformas o Parler, rede social pró-Trump em que se disseminavam informações falsas sobre fraude nas eleições.
Trump e as contas banidas
Trump protestou em comunicado da Casa Branca, dizendo que o Twitter “estava indo cada vez mais longe em seus esforços para banir a liberdade de expressão” e que se tratava de uma tentativa de silenciá-lo.
Os expurgos de contas continuaram. Em março de 2021, segundo a CBS News, o Twitter informou que havia suspendido 150 mil perfis que estariam disseminando informação falsa sobre fraude na eleição. Dois aliados de Trump, o ex-assessor de segurança nacional Michael Flynn e a advogada Sidney Powell, estavam entre os banidos.
Nos dez dias que se seguiram à suspensão do republicano nas redes, em 2021, acusações falsas e menções a fraude eleitoral nas diversas redes sociais caíram 73%, segundo levantamento da Zignal Labs na época.
Musk restabeleceu a conta de Trump menos de um mês após assumir o controle do X, em novembro de 2022. A Meta (Facebook), havia anunciado em janeiro de 2023 a readmissão do então ex-presidente, e o YouTube reativou o seu canal em março do mesmo ano.
O governo Donald Trump elegeu a liberdade de expressão como mote no mundo, mas dentro dos EUA vem impondo restrições à imprensa e a vozes críticas, como limitações ao acesso da agência Associated Press à Casa Branca, uso de agências governamentais para pressionar veículos críticos e a remoção de conteúdos vetados dos sites do governo apontam para um uso seletivo da defesa da liberdade de expressão. As informações são do ICL.
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
