A bomba em Hiroshima tinha 15 quilotoneladas. As ogivas nucleares de hoje podem ter mais de 1.000 quilotoneladas
A mais potente é a Bomba-Czar, da Rússia que foi lançada em 1961 com poder equivalente ao de 50 milhões de toneladas de dinamite (50 megatoneladas) — mais de 3 mil vezes mais potente que a lançada sobre Hiroshima.
O número exato de armas nucleares em posse de cada país é um segredo nacional mas a Federação de Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), estima que a Rússia, país que tem o maior arsenal nuclear do mundo, possua 5.977 ogivas nucleares instaladas, fora outras 4,5 mil considerada armas nucleares estratégicas, geralmente associadas à guerra nuclear, que podem ser lançadas a longas distâncias, enquanto a Otan, representada no estudo pelos Estados Unidos, França e Reino Unido juntos, possuam 5.943.
No total, 9 países possuem armas nucleares: China, França, Índia, Israel, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. A China possui 350; a Índia, 160; o Paquistão, 165; Israel, 90; a Coréia do Norte, 20, segundo a Federação de Cientistas Americanos. O que totaliza 12.705 armas nucleares no mundo. Lembrando que as armas nucleares são projetadas para causar o máximo de devastação e até mesmo a menor ogiva poderia causar muitas mortes e consequências duradouras, como câncer e outras doenças causadas pela radiação. Porque além do impacto da explosão, armas nucleares emitem altos níveis de radiação, que também podem ser fatais.
Só para se ter uma ideia, a região de Chernobyl, onde aconteceu o pior acidente nuclear da história, não será habitável por até 20.000 anos por causa da radiação. Ambientalistas russos estimam que a contaminação radioativa nos territórios próximos à usina nuclear de Chernobil, na Ucrânia, demorará mais de 300 mil anos para se dissipar.
Míssil balístico intercontinental (ICBM) é uma arma de longo alcance que tem um alcance mínimo de 5.500km. As versões mais avançadas podem ir a 9 mil quilômetros de distância. Ou seja, podem atingir qualquer lugar do planeta pois pode cruzar continentes inteiros e atingir um alvo em quase qualquer lugar do mundo com cargas nucleares.
A onda de explosão pode destruir edifícios e estruturas a quilômetros de distância.
A organização não governamental Centro para o Controle de Armas e a Não Proliferação estima que um míssil balístico nuclear viaje a aproximadamente 3.200 km/h, cerca de 900 m/s. É muito difícil interceptar ogivas que viajam a essas velocidades.
Não é preciso fazer um grande esforço para imaginar o tamanho da destruição no caso de uma guerra nuclear com o arsenal atual. A frase “Não sei como será a terceira guerra mundial, mas poderei vos dizer como será a quarta: com paus e pedras” atribuída a Albert Einstein, mostra que uma guerra nuclear pode devolver a humanidade a era da pedra, com crises sanitárias e falta de alimentos. Se ficar alguém para contar.
Relembrar Hiroshima e Nagasaki
A bomba lançada pelos Estados Unidos sobre Hiroshima, Japão, em agosto de 1945, matou imediatamente 70 mil pessoas. A bomba jogada sobre Nagasaki matou na hora 80 mil pessoas e mais de 100 mil nos anos seguintes, vítimas da radiação.
A temperatura do núcleo da bomba atômica foi de 50 milhões de graus Celsius e liberou 500 milhões de volts de energia A bola de fogo criada pela explosão atingiu 7.700 graus Celsius, cerca de 0,2 segundos após a detonação.
A temperatura no solo perto do hipocentro atingiu 3.000 a 4.000 graus Centígrados. O calor queimou a pele humana a até 3,5 quilômetros do hipocentro. A O turbilhão de calor gerado pela explosão também iniciou milhares de incêndios. Em 1,2 quilômetros, pessoas diretamente expostas sem proteção foram queimadas em todas as camadas da pele e nos tecidos abaixo. A explosão destruiu tudo que estava pelo menos a dois quilômetros.
A bomba atômica lançada em Hiroshima tinha 20 kilotons de TNT. A bomba em Hiroshima tinha 15 quilotoneladas. As ogivas nucleares de hoje podem ter mais de 1.000 quilotoneladas.
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