Enquanto Washington e Pequim intensificam suas disputas, o Brasil se vê diante de uma oportunidade: reforçar sua posição como parceiro comercial confiável, sobretudo no setor agropecuário
A nova rodada de retaliações entre China e Estados Unidos reacendeu o alerta nas grandes potências — e, ao mesmo tempo, abriu uma janela de oportunidade para o Brasil. Com a escalada tarifária entre as duas maiores economias do mundo, setores do agronegócio brasileiro podem voltar a se beneficiar do conflito, ocupando espaços antes dominados pelos norte-americanos no mercado chinês.
Na última sexta-feira (4), o governo chinês anunciou uma tarifa adicional de 34% sobre todos os produtos norte-americanos, em resposta direta ao aumento de impostos aplicado por Donald Trump sobre itens chineses. As novas alíquotas passam a valer a partir de 10 de abril e elevam substancialmente o custo dos produtos dos EUA na China, tornando-os menos competitivos — especialmente em setores como carnes, soja e milho, onde Brasil e Estados Unidos disputam mercados.
Soja e carne de porco na dianteira – A soja, carro-chefe das exportações brasileiras para a China, deve ser o primeiro item a sentir os efeitos. Embora os EUA ainda sejam o segundo maior fornecedor da leguminosa para os chineses, analistas apontam que Pequim pode reforçar ainda mais as compras no Brasil para escapar das tarifas.
No setor de carnes, a expectativa é de que a carne suína seja a mais beneficiada e o mercado brasileiro terá que recalcular para cima suas projeções de exportações. As informações são do correspondente do Brasil 247 na China, Guilherme Paladino.
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