“Quero mais que o Lula morra”, disse Gilvan da Federal (PL), na sessão que votava o desarmamento da segurança do presidente da República
“É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra”, afirmou Gilvan da Federal, relator do projeto que deu parecer favorável ao projeto de Paulo Bilynskyj (PL) e “delegado” Caveira PL) para desarmar escolta de Lula. Veja Aqui
Com a segurança desarmada como querem os deputados do PL (Projeto de Lei n. 4012/23,), o presidente da República ficaria vulnerável a ataques armados. Nenhum chefe de Estado anda sem escolta armada. Nem governador. Nem candidato como prova o ocorrido em 2022 em Paraisópolis quando seguranças do então candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foram acusados de matar um homem a tiros (Veja Aqui ).
A declaração de Gilvan da Federal nesse contexto de aprovação da medida insana na comissão presidida por Bilynskyj, autor da medida, ganhou contorno ainda mais grave, o que levou a Advocacia-Geral da União (AGU) a encaminhar as gravações à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando investigação e determinou a imediata instauração de procedimento administrativo interno para apurar o fato.
Declaração soa como apito de cachorro para que algum extremista “faça o serviço”
No despacho, a AGU informa que as declarações podem configurar os crimes de incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e ameaça (art. 147 do Código Penal). “Há de se apurar, ainda (…), se tais manifestações excedem ou não os limites da imunidade parlamentar, de acordo com o art. 53 da Constituição Federal, de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que tem entendido que a imunidade material não protege manifestações que configurem crimes contra a honra ou incitação à violência, especialmente quando se voltarem contra instituições democráticas ou agentes públicos investidos em função de Estado. (STF, Inq 4781)”, explica o documento.
Gilvan dos excessos pode perder o mandato
Gilvan da Federal é um ex-policial federal que ganhou os holofotes mais por suas declarações e atitudes extremas do que por propostas legislativas. Conquistou votos saindo de vereador para deputado federal com um discurso agressivo e alinhado à extrema-direita, apelando a pautas conservadoras e ao antipetismo.
Sua trajetória é marcada por episódios de intolerância, ataques verbais e até ameaças. Já foi denunciado por violência política de gênero, injúria racial, transfobia, calúnia e difamação, esta última tramitando no STF.
Em 2024, trocou empurrões com o senador Marcos do Val (Podemos-ES), no Aeroporto Internacional de Vitória, depois dos dois extremistas trocarem xingamentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Após a confusão, Gilvan da Federal chegou a desafiar Marcos do Val para uma briga em um ringue profissional. O convite foi feito em discurso no plenário da Câmara dos Deputados.
“Eu desafio em qualquer academia, que é o lugar certo, pode marcar. Em qualquer modalidade, no boxe, no MMA, no vale-tudo, eu estou à disposição. O que é chato é, dentro do aeroporto, um senador e um deputado quase saírem em vias de fato porque é um senador desequilibrado”, afirmou Gilvan na ocasião.
Companheiros de extremismo
Paulo Bilynskyj, policial e influenciador digital, foi eleito na esteira do discurso radical pró armas do clã Bolsonaro após protagonizar a morte da namorada, a modelo Priscila Barrios, de 27 anos, em 20 de maio de 2020 em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
Delegado Caveira fez carreira na política com a bandeira do combate à corrupção, mas é envolvido em fraude de desvio dinheiro público da cota partidária.
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