Governo do Acre leva assistência humanitária a comunidades indígenas de Feijó e Tarauacá

Governo do Acre leva assistência humanitária a comunidades indígenas de Feijó e Tarauacá

Em resposta aos impactos das severas enchentes e enxurradas que atingiram a região nos meses de março e abril, o governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), realizou nesta quinta-feira, 17, a entrega de mais de 13 toneladas de alimentos, 300 kits de higiene, 300 kits de limpeza e 68 colchões para comunidades indígenas dos municípios de Feijó e Tarauacá.

O município de Feijó concentra a maior população indígena do estado, com mais de 5 mil habitantes. Os recentes desastres ambientais resultaram na perda significativa da produção agrícola e de outros bens essenciais para as comunidades.

Em Feijó, a ação emergencial beneficiou diretamente as comunidades de Boa União, Novo Paraíso, Paroá Central, Xiná Banu, Nova Aliança, Curralinho e famílias indígenas em tratamento de saúde. Já em Tarauacá, os donativos foram destinados à Terra Indígena Praia do Carapanã, Aldeia Água Viva e Terra Indígena Igarapé Primavera.

A destruição das plantações tradicionais, como macaxeira, mamão, banana, milho, feijão, melancia, melão e batata, causada pela força das águas, comprometeu a segurança alimentar e a subsistência dessas comunidades. Os itens de assistência humanitária, recebidos e armazenados no galpão da Cageacre, serão distribuídos às famílias necessitadas com o apoio do Polo Básico de Saúde Indígena de Feijó.

Gerônimo Barbosa da Silva Kaxinawa, liderança da Terra Indígena Nova Aliança, expressou a gratidão da comunidade: “A água vem e leva tudo. Essa ajuda que estamos recebendo agora vai facilitar muito a nossa vida. Somos 15 famílias, 65 pessoas, e essa luta contra as enchentes é algo que enfrentamos todos os anos.”

Também serão atendidas a Terra Indígena Praia do Carapanã e a Terra Indígena Igarapé Primavera, do povo Ashaninka em Tarauacá, além de atender à solicitação do DSEI do Alto Rio Juruá com kits de limpeza, colchões, cestas básicas e kits de higiene.

Cada cesta básica distribuída contém 25 quilos de alimentos, um suporte vital para as famílias indígenas enquanto trabalham na recuperação de suas áreas de produção. Adicionalmente, famílias de alunos da rede pública estadual em Feijó também foram contempladas com 50 cestas básicas, entregues ao núcleo de educação local. A coordenadora do Núcleo de Educação de Feijó, Marines Dantas, enfatizou a importância da ação: “Essa ajuda traz dignidade e melhora a alimentação e a qualidade de vida dessas famílias que tanto precisam. Agradecemos à vice-governadora por essa oportunidade de apoiar nossas mães de alunos carentes.”

O líder Huni Kuin Byxku, da Terra Indígena Novo Paraíso, expressou sua gratidão pela colaboração do estado e de outros parceiros: “Na minha aldeia, somos 26 famílias e 78 pessoas, e todos fomos afetados pela cheia do rio, que invadiu as plantações e chegou até as casas. Acreditamos que essa cesta básica será fundamental para nossa alimentação. Agradecemos a todos que estão contribuindo, aos vereadores, à vice-governadora e a todos que estão nos ajudando.”

O vice-prefeito de Feijó, Juarez Leitão, destacou a parceria entre o governo estadual e a prefeitura: “Em nome da vice-governadora, agradecemos essa importante parceria. Ela enviou a equipe para trabalhar em conjunto com a prefeitura. Essa ação, que traz colchões e mantimentos, é fundamental. Durante a cheia, estivemos presentes com a ação social do município, levando um pouco de mantimento e água potável, dentro das nossas limitações.”

Acompanhamento da Situação

A distribuição desses benefícios é resultado do acompanhamento contínuo da situação nas áreas afetadas pela SEASDH. “Visitamos Feijó a pedido da vice-governadora para verificar de perto a situação das terras indígenas atingidas. Estivemos in loco, acompanhados da diretoria da Secretaria Municipal de Assistência Social e do vice-prefeito Jorge Leitão, nas aldeias mais afetadas da Terra Indígena Katukina/Kaxinawá, como Boa União e Paroá Central, que sofreram os maiores impactos das cheias de março e da enxurrada de abril”, relatou a equipe da SEASDH.

A avaliação detalhada identificou anos significativos, especialmente na aldeia Boa União, onde cerca de 32 famílias precisarão ser realocadas devido à instabilidade do terreno. Houve também perdas consideráveis de roçados, pequenos animais e plantações de amendoim, feijão e banana nas demais aldeias. As estruturas das casas foram abaladas pela força da água.

 

 

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