A Polícia Civil do Acre prendeu, na manhã desta terça-feira (29), oito suspeitos de envolvimento na morte de Yara Paulino, agredida até a morte no dia 25 de março. A operação foi deflagrada na Cidade do Povo, em Rio Branco, e contou com o apoio de unidades especializadas da própria polícia, da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), da Polícia Militar e da Força Nacional.
Coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a ação mobilizou cerca de 100 policiais, divididos em aproximadamente dez equipes. Segundo o delegado Paulo Buzolin, o objetivo foi cumprir os mandados de prisão e avançar na identificação de todos os responsáveis pelo crime, que ainda está em investigação.
Durante a operação, um dos suspeitos, identificado como José Gabriel Lima do Nascimento, de 23 anos, tentou fugir ao avistar uma viatura da Polícia Militar nas proximidades da 2ª Regional. Ele desceu de um veículo e buscou abrigo na Escola de Gastronomia Miriam Assis Felício, onde foi localizado trancado em uma sala. O cerco feito pelos agentes do CORE resultou em sua prisão sem resistência. Ao ser detido, José Gabriel afirmou que não teve participação no homicídio.
Além dele, outras cinco pessoas foram presas na própria Cidade do Povo — entre elas, três mulheres e dois homens. Os demais alvos tiveram os mandados cumpridos em outros pontos da capital acreana. Na Hora da Notícia
Crime foi motivado por boato
A jovem Yara Paulino da Silva foi linchada até a morte no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, após ser alvo de boatos de que teria matado a própria filha recém-nascida. O caso mostra de forma inequívoca o mal que as mentiras causam.

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