Rebaixar a polícia a grupo de extermínio: líder do MBL diz que polícia deveria ter permissão para matar

Rebaixar a polícia a grupo de extermínio: líder do MBL diz que polícia deveria ter permissão para matar

Defensores do “direito de matar” para a polícia são os que pedem impunidade para o crime de tentativa de golpe de Estado e atos terroristas de 8 de janeiro

Renan Santos, líder do MBL (Movimento Brasil Livre), disse que a polícia deveria ter permissão para “caçar, prender e, caso houver resistência, levar a óbito” criminosos. Ele fazia um discurso sobre a necessidade de uma guerra do Estado contra facções, num evento na Câmara de São Paulo, na noite desta segunda-feira (13).
No mesmo evento o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB),  fez críticas às corregedorias das polícias, responsável por investigar excessos nas corporações. Com informações do ICL.
Sem permissão oficial, a PM de São Paulo  matou uma pessoa a cada dez horas em 2024. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública
(2024) mostram que houve cerca de 46.328 mortes violentas intencionais entre os anos 2022 e 2023. 13,8% de todas as mortes violentas intencionais ocorreram em função de intervenções policiais.
Segundo o jornal O Globo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a letalidade policial contra crianças e adolescentes teve um aumento de 120%

“As intervenções policiais são a segunda principal causa de morte violenta entre crianças e adolescentes em São Paulo, com 1 a cada 3 mortes nessa faixa etária acontecendo devido a ações de policiais militares em serviço. Esse cenário reforça a necessidade urgente de investirmos em políticas públicas de segurança que protejam, de fato, a vida de meninos e meninas, e que garantam prioridade na investigação e responsabilização dos culpados”, afirma Adriana Alvarenga, chefe do escritório do UNICEF em São Paulo.

Paralelo a isso, tanto o governador e o prefeito de São Paulo quanto o MBL defendem a impunidade para todos os envolvidos nos atos terroristas do 8 de janeiro.

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