Eduardo Bolsonaro ameaçou o deputado federal Lindbergh Farias, o Partido dos Trabalhadores (PT), e o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay)
Ao reagir ao pedido de prisão, Eduardo Bolsonaro ameaçou Lindbergh Farias e o PT, afirmando que o deputado e seu partido também são alvos das articulações por sanções que vem travando nos EUA.
“Eu já sabia que vocês iriam querer tentar me prender e, por isso mesmo, fiquei aqui nos EUA, para não estar refém dos chiliques do capachos do tirano da ocasião. Fique tranquilo, a contribuição do seu partido, e sua, também está sendo exposta internacionalmente. O tirano não irá ser sancionado sozinho”, escreveu Eduardo através das redes sociais.
“Dê seus últimos gritos histéricos, esse regime irá acabar e vocês irão pagar pelos seus crimes – aqui e na Justiça final”, prosseguiu o deputado extremista.
Confira:

“Kakay, cuidado com seus diálogos cabulosos com os tiranos de ocasião, pode acabar se enrolando”, disse Eduardo Bolsonaro para Antonio Carlos de Almeida Castro, um dos juristas mais respeitados e influentes do Brasil. A postagem em tom de ameaça foi uma resposta ao criminalista que esclareceu que o filho do ex-presidente comete crime contra o Brasil ao exercer pressão sobre um governo estrangeiro para sancionar o ministro Alexandre de Moraes e que “é inadmissível que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal não tomem nenhuma atitude”.
“Sinceramente, eu acho que é uma atitude que não merece uma reação. Mas eu penso que ele sabe que passou de todos os limites, e evidentemente um agente público brasileiro, nem mesmo um cidadão, muito menos um deputado federal, pode procurar o governo de outro país para pedir que se faça uma intervenção no Judiciário brasileiro… Isso aí [que Eduardo fez ao ameaçá-lo] eu entendo, porque é um momento difícil da família, né? O pai está para ser condenado, talvez até setembro, bem perto de pegar trinta anos de cadeia… E o poder se vai, e vai de uma forma muito rápida, como vai o dinheiro, vai tudo, né? Então eu prefiro não respondê-lo diretamente, porque eu sou advogado criminal e estou acostumado com o desespero daqueles que estão prestes a serem condenados, com o desespero das famílias que estão sofrendo o processo penal, é algo é muito cruel… O processo penal é necessário, mas muitas vezes é muito cruel… O pai prestes a ser condenado, o pai que é o herói da família ali, né? Deve pegar trinta anos… Mas é inadmissível o que ele faz, ir aos EUA para fazer contato junto ao governo norte-americano para interferir do Supremo Tribunal Federal, algo que é um crime extremamente evidente… Eu prefiro não discutir com quem em muito pouco tempo também estará respondendo por isso, e respondendo no poder Judiciário”, disse Kakay. As informações são da Revista Fórum.
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