Sucessão de crimes: soldados de Israel usam palestinos como escudos para checar presença de bombas

Sucessão de crimes: soldados de Israel usam palestinos como escudos para checar presença de bombas

Se tiver bomba os palestinos/escudos são explodidos

“Mosquitos” ou “vespas”: é assim que tropas israelenses se referem a palestinos capturados para servir de escudo humano durante operações militares em Gaza e na Cisjordânia ocupada. Eles são obrigados a entrar em casas, prédios e túneis para checar a presença de bombas ou militantes armados.

A revelação foi feita pela agência de notícias Associated Press (AP) neste sábado (24). A reportagem ouviu dois soldados israelenses e sete palestinos que foram usados como escudos humanos.

Um deles é Ayman Abu Hamadan, um palestino de 36 anos que passou 17 dias em poder dos israelenses. Ele contou que os militares só tiravam as amarras e a venda dos seus olhos quando o levavam para servir nessas “missões especiais”. Após ser usado por uma unidade, ele era encaminhado para outra. O homem disse que era ameaçado de morte caso não executasse a tarefa designada.

Um oficial israelense, que deu depoimento em condição de anonimato, revelou que, em determinado momento, todo pelotão tinha seu escudo e que as ordens vinham de cima. A prática começou no início da guerra, após os ataques de 7 de outubro de 2023, e, em meados de 2024 já estava disseminada.

Uma organização que reúne ex-militares do exército de Israel que resolveram denunciar os abusos cometidos, confirma o uso de palestinos como escudos humanos. “Não são casos isolados; eles apontam para uma falência sistêmica e um colapso moral aterrorizador”, afirmou Nadav Weiman, diretor executivo do grupo Breaking the Silence à AP.  As informações foram obtidas do Brasil de Fato

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