Gastos com saúde privada são reembolsados pela Câmara dos Deputados e pelo Senado
Deputados e senadores brasileiros torraram mais de R$ 100 milhões em reembolsos médicos entre 2019 e 2025, mesmo tendo à disposição planos de saúde de luxo, pagos com dinheiro público. O levantamento revela o abuso generalizado de recursos e uma completa falta de transparência no Congresso Nacional.
Na Câmara dos Deputados, foram R$ 39,7 milhões repassados a 584 parlamentares, enquanto o Senado gastou absurdos R$ 60,8 milhões no mesmo período. Na Câmara, cada nota pode chegar a até R$ 135,4 mil, teto que foi aumentado em 170% por Arthur Lira (PP), muito acima da inflação do período, que foi de apenas 32%.
No Senado, o escárnio é ainda maior. Além dos senadores em exercício, ex-parlamentares, cônjuges e até viúvas são beneficiados com plano vitalício, pago integralmente pelos cofres públicos. Lá não há coparticipação, nem limite de quantidade de reembolsos, e os critérios são baseados em uma tabela interna sem qualquer controle externo.
Para piorar, Câmara e Senado dificultam o acesso às informações. A Câmara se esconde atrás de “sigilo médico” e o Senado sequer divulga os nomes dos beneficiados. Mesmo acionado, o Tribunal de Contas da União lavou as mãos, jogando para as próprias Casas a responsabilidade de fiscalizar a farra com dinheiro público.
Enquanto a maioria dos brasileiros enfrenta fila no SUS e cortes na saúde, os parlamentares seguem blindados, vivendo como marajás, com acesso ilimitado aos melhores hospitais do país — e tudo bancado por quem realmente trabalha neste país. Com informações do Plantão Brasil
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