Aprenda a votar ou se lasque: prefeito bolsonarista deixa Cuiabá sem remédios

Aprenda a votar ou se lasque: prefeito bolsonarista deixa Cuiabá sem remédios

Eleitor seduzido pelo extremismo barulhento de Abilio Brunini (PL) não pode tomar pílulas de gritos para se curar

Brunini tirou Cuiabá do consórcio que reduzia preços, o Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirvasc), o que resultou em uma grave escassez de medicamentos nas unidades de saúde da capital. Abilio Brunini optou por firmar parcerias apenas com municípios comandados por prefeitos do seu partido, o PL. Desde então, pacientes relatam dificuldades para obter remédios básicos em postos de saúde e UPAs.

Servidores informaram que o Cirvasc era responsável por negociações que tornavam os medicamentos mais baratos e acessíveis. A retirada de Cuiabá do consórcio teria ocorrido após a descoberta de dívidas deixadas pela gestão anterior. “A gente não consegue atender quem precisa porque não tem o mínimo”, afirmou um profissional da rede pública.

Entre os mais prejudicados estão pacientes psiquiátricos, que não conseguem receitas por falta de receituário azul, documento exigido para a entrega de medicamentos controlados. Isso tem agravado quadros de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais.

A situação também é crítica para crianças com infecções respiratórias. Antibióticos como amoxicilina e azitromicina em suspensão estão em falta, assim como remédios para inalação, como o Brometo de Ipratrópio e o Clenil A.

Faltam ainda insumos básicos como cateter infantil, equipos, torneirinhas e luvas de procedimento.

Quando era deputado federal, Brunini fez um gesto supremacista durante a CPMI dos atos golpistas do 8 de janeiro.

O símbolo foi feito para o aparelho celular que ele segurava nas mãos durante a sessão. O gesto é classificado como “uma verdadeira expressão da supremacia branca” pela Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), organização dos Estados Unidos que monitora crimes de ódio. Com informações do DCM

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