Emendas de comissão ficaram conhecidas como “novo orçamento secreto”, um eufemismo para Bolsolão o mensalão de Jair Bolsonaro
Segundo o portal Metrópoles, deputados federais abasteceram prefeituras comandadas por parentes com milhões de reais via emendas de comissão, mecanismo que ficou conhecido como “novo orçamento secreto” (Bolsolão), em razão da falta de transparência. A lista inclui mais de 30 deputados federais que apadrinharam recursos em benefício de cidades governadas, por exemplo, por pais, irmãos e esposas.
As emendas são dinheiro público extraído dos impostos que toda a população paga direta ou indiretamente, até os desempregados ou moradores de rua, sem pedir licença de uso ou a nossa concordância para que seja aplicado num ou noutro lugar ou obra e que em última instância beneficiam os parlamentares que se autopromovem com o dinheiro alheio, salvo raras exceções.
Entre os principais doadores de dinheiro público a prefeituras administradas por parentes está Hugo Motta (Republicanos-PB), atual presidente da Câmara dos Deputados que mandou mais de R$ 22 milhões via comissões de Saúde e Turismo da Câmara, à cidade de Patos (PB). O município governado pelo pai dele, Nabor Wanderley (Republicanos), tem pouco mais de 100 mil habitantes.
Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados, por sua vez, patrocinou o envio de mais de R$ 10 milhões à cidade de Barra de São Miguel (AL), município com pouco mais de 8 mil habitantes que, à época, era governada pelo pai dele, Benedito de Lira. Se este total fosse dividido em partes iguais para a população, transformaria Barra de São Miguel num município de milionários com cada morador recebendo R$ 1.250.000. Um salto e tanto para o município onde apenas três pessoas têm rendimento mensal acima de 30 salários mínimos, de acordo com o Censo de 2023.
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