Expectativa entre bolsonaristas era de que o ministro fosse sancionado antes dos interrogatórios dos réus por tentativa de golpe
Aliados de Jair Bolsonaro (PL) apostavam na imposição de uma sanção do governo dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. No entanto, a medida não se concretizou até agora, o que gerou frustração entre os apoiadores de Bolsonaro.
O movimento para pressionar por uma punição partiu de bolsonaristas, dentre os quais, Eduardo Bolsonaro que chegou a comemorar as sanções contra o ministro. Eles acreditavam que a eventual medida enfraqueceria a imagem do magistrado — responsável pelos interrogatórios de Bolsonaro e outros sete investigados — e, em última instância, poderia até desestabilizá-lo. O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), que atua diretamente nos Estados Unidos nessa articulação, vinha alimentando expectativas de que uma resposta do governo de Donald Trump viria ainda em maio.
A expectativa era que a sanção enfraquecesse Moraes às vésperas das oitivas.
Até o momento, o desdobramento mais concreto dessa ofensiva foi uma carta enviada pelo Departamento de Justiça dos EUA a Alexandre de Moraes, em maio. O documento indicava que ordens judiciais brasileiras — como as que determinaram o bloqueio de redes sociais como o Rumble — não têm validade legal nos Estados Unidos, nem podem ser executadas no país. Com informações do Brasil 247
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