O anúncio ocorreu após o ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman acusar Netanyahu de disponibilizar armas para essas gangues que atuam no território
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, admitiu nesta quinta-feira (5) que o seu governo está financiando um grupo armado jihadista ligado ao Estado Islâmico que atua na Faixa de Gaza contra o Hamas.
O anúncio ocorreu após o ex-ministro da Defesa Avigdor Lieberman, líder de um partido de oposição, acusar Bibi, como o premiê também é chamado, de disponibilizar armas para essas gangues que atuam no território.
Em um vídeo publicado no X, Netanyahu disse que seu governo seguiu conselho de membros do Exército com o objetivo de salvar vidas de soldados israelenses. “O que há de errado nisso?” ponderou. “Israel está trabalhando para derrotar o Hamas de muitas maneiras.”
De acordo com o jornal israelense Hareetz, vídeos em redes sociais mostram palestinos armados em Gaza com equipamento militar, incluindo capacetes e coletes, e com uma insígnia com os dizeres “Serviço Anti-Terrorista” em inglês e árabe.
Ainda segundo o Hareetz, o líder do grupo seria Yasser Abu Shabab, um líder conhecido da cidade de Rafah que já foi preso pelo Hamas por crimes comuns. Seu grupo é frequentemente acusado de roubar suprimentos e ajuda humanitária que entram na Faixa de Gaza.
No passado, o governo Netanyahu apoiou o crescimento do Hamas na Faixa de Gaza como meio de enfraquecer a Autoridade Palestina, que governou o território até 2007, quando o grupo terrorista tomou o poder.
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