Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o petróleo mundial

Irã ameaça fechar o Estreito de Ormuz, passagem crucial para o petróleo mundial

Fechamento do estreito pode elevar os preços do petróleo

O Estreito de Ormuz é uma pequena área entre Irã e Omã, em que os navios petroleiros passam para ir a outros locais do mundo, constituindo-se em um dos corredores marítimos mais importantes do planeta. Está localizado entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã e separa o Irã da Península Arábica, mais especificamente dos Emirados Árabes Unidos e do Omã. Com uma largura que varia entre 39 e 96 quilômetros, o estreito é a única passagem marítima que conecta os países ricos em petróleo do Golfo à rota de exportação internacional.

Mais de 17 milhões de barris de petróleo passam por dia  pelo Estreito de Ormuz, tornando-o um gargalo essencial para o comércio global de energia. Além do petróleo bruto, uma quantidade significativa de gás natural liquefeito (GNL) também é transportada por esse canal.

O Irã mantém uma forte presença naval na região, e frequentemente realiza exercícios militares como forma de demonstrar força. Em contrapartida, os Estados Unidos e seus aliados — como o Reino Unido e, eventualmente, Israel — também patrulham a área para garantir a segurança da navegação e a livre passagem de navios comerciais.

Diante da possibilidade de um ataque direto dos Estados Unidos, o governo iraniano ameaçou fechar o estratégico Estreito de Ormuz, passagem crucial para cerca de 20% do petróleo mundial. A medida seria uma resposta ao eventual envolvimento estadunidense no conflito entre Israel e Irã, após o presidente Donald Trump anunciar que decidirá sobre a intervenção nas próximas duas semanas.

O Estreito de Ormuz, localizado entre Omã e o Irã, é considerado a principal artéria do comércio global de petróleo, com um fluxo diário que varia entre 17,8 e 20,8 milhões de barris. A região é protegida pela 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, e seu eventual bloqueio poderia desencadear uma crise energética global.

As tensões já impactaram os mercados: o preço do barril de petróleo Brent subiu 13,5% desde o início das hostilidades, saltando de US$ 69,36 para US$ 78,74.

Segundo o DCM, Analistas do JPMorgan alertam que um fechamento do estreito poderia elevar os preços para a faixa de US$ 120 a US$ 130 por barril, repetindo o cenário de volatilidade visto durante a invasão russa à Ucrânia em 2022.

“O bloqueio do Estreito de Ormuz seria uma medida extrema, mas não podemos descartar essa possibilidade se os EUA decidirem atacar nossas instalações nucleares”, afirmou um alto funcionário iraniano sob condição de anonimato. O Irã já havia feito ameaças semelhantes em 2019, quando Trump abandonou o acordo nuclear, mas nunca as colocou em prática.

A importância estratégica da passagem é inquestionável: com apenas 33 km em seu ponto mais estreito, o estreito é vital para exportadores da OPEP como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o próprio Irã.

O Catar, maior exportador mundial de gás natural liquefeito, também depende quase que exclusivamente da rota para escoar sua produção.

 

 

 

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