E não vão pagar impostos como os demais investidores se depender do Congresso Nacional
A denúncia é do investidor Renato Giraldi em postagem na rede X (antigo Twitter). Segundo ele, o Primeiro Comando da Capital (PCC) já circula pelo coração do sistema financeiro — não mais como força paralela, mas como participante “com contrato, CNPJ, parecer jurídico e acesso a concessões públicas” – sem qualquer reação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
As primeiras denúncias sobre fintechs associadas ao PCC surgiram em 2023, mas foram tratadas como “casos isolados” por falta de provas robustas ou de cooperação interinstitucional imediata.
“Todos esses anos com CVM, Banco Central, Febraban e outras autarquias concentradas em ESG, diversidade e sinalizações reputacionais — e ninguém percebeu o PCC abrindo fintech, disputando licitação, investindo em fundos?”, questiona Giraldi na postagem. Para ele, o crime se sofisticou enquanto autoridades direcionavam “o foco institucional a narrativas, não a estruturas”, abrindo brechas para que capitais ilícitos se infiltrassem aos fluxos formais.
O crime se sofisticou, passou a operar dentro das regras, contaminando as cadeias do mercado financeiro e ameaçando margens do próprio centro financeiro que o ignorou por tanto tempo”, escreve. O recado atinge sobretudo os formadores de opinião que, nos últimos anos, exaltaram políticas de reputação corporativa sem exigir a mesma energia para rastrear fluxos de dinheiro e estruturas societárias opacas.
Desde a década passada, relatórios de inteligência já indicavam que facções abandonaram a ostentação e passaram a investir em fundos, empresas de fachada e licitações, adotando governança suficiente para escapar de filtros tradicionais. Com informações do Brasil 247
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