Tel Aviv intensifica ataques letais em território libanês, com drones atingindo civis e regiões estratégicas
O sul do Líbano voltou a ser alvo de uma brutal ofensiva aérea israelense nesta quinta-feira (03/07), em uma escalada que confirma o padrão de agressão sistemática promovido por Israel em solo libanês.
Segundo o portal Al Mayadeen, um drone do exército israelense atingiu um carro na rodovia de Khaldé, ao sul da capital Beirute, provocando a morte de uma pessoa e ferindo ao menos cinco outras — entre elas, civis. A operação, assumida extraoficialmente por fontes militares israelenses como uma “ação de eliminação direcionada”, escancara o caráter extrajudicial e seletivo dos assassinatos empreendidos pelo sionismo israelense.
O ataque ocorreu em plena luz do dia, numa área densamente povoada, e mobilizou equipes de resgate, ambulâncias e voluntários da Defesa Civil. O sobrevoo contínuo de drones e aeronaves de vigilância após o ataque contribuiu para instaurar pânico na população local. O Ministério da Saúde do Líbano confirmou o número de vítimas e denunciou a violação flagrante da soberania e território libaneses.
O ataque em Khaldé foi apenas parte de uma ofensiva aérea mais ampla, que atingiu diversas regiões no sul do Líbano, ao longo desta quinta-feira. Fontes do Al Mayadeen relataram que caças israelenses bombardearam o leito do rio Litani, entre as localidades de Zotar e Deir Seryan, além de ataques confirmados sobre as zonas de Mahmoudiyyeh e Barghouz.
A amplitude e a coordenação das incursões confirmam que se trata de uma operação militar deliberada, para intensificação da pressão sobre o eixo de resistência libanês. Não por acaso, em pronunciamento recente, o vice-secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qassem, condenou os ataques contínuos e alertou: “Vocês acham mesmo que vamos permanecer em silêncio eternamente?”
O uso de drones armados para eliminar indivíduos em território estrangeiro é uma política institucionalizada em Israel há décadas. A prática fere abertamente o direito internacional e reforça a estratégia de “normalizar” assassinatos seletivos como ferramenta diplomática.
Esses ataques integram um cálculo político e militar que visa neutralizar lideranças, amedrontar populações civis e forçar a capitulação da resistência armada no Líbano. As informações são de A Nova Democracia
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