Mais de 500 pessoas participam de evento sobre inclusão e reabilitação de pessoas com deficiência

Mais de 500 pessoas participam de evento sobre inclusão e reabilitação de pessoas com deficiência

O evento reuniu autoridades, pacientes, gestores, profissionais da saúde, acadêmicos e familiares num mesmo espaço de escuta e compromisso coletivo e contou com a presença da vice-governadora e secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Mailza Assis; a secretária adjunta da Sesacre, Ana Cristina Moraes; a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner; o secretário de Governo, Luiz Calixto; a secretária adjunta da Sesacre, Ana Cristina Moraes; e dos representantes do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conede) e do Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física (Capedac), Ana Lúcia Cunha e Mazinho Silva, respectivamente.

O secretário de Governo, Luiz Calixto, reforçou a responsabilidade coletiva de manter a pauta das pessoas com deficiência como prioridade no planejamento de governo. “Nós temos que colocar essa pauta no lugar certo. Estamos falando de pessoas que precisam ser atendidas na nossa rede hospitalar, que têm direito ao trabalho, ao lazer, ao cuidado. E essa inclusão precisa ser cotidiana, não um ato simbólico. Precisamos motivar, superar, inovar, incluir. Isso tem que estar na ordem do dia”.

Diagnóstico não é destino

A palestra “Reabilitando Vidas e Sonhos”, foi proferida pelo médico ortopedista e também paciente de reabilitação Flávio Benez, foi o ponto alto do encontro. Flávio Benez trouxe, além de sua expertise médica, um testemunho pessoal de força e ressignificação. O médico ortopedista e fisiatra é diretor técnico do Serviço de Reabilitação Lucy Montoro, em Fernandópolis (SP), um dos principais centros de referência em reabilitação do país, com reconhecimento internacional. Sua autoridade no tema vai além da trajetória profissional: em 2014, após um acidente doméstico que o deixou tetraplégico, tornou-se também paciente do próprio serviço. Durante a palestra, Benez compartilhou sua vivência como médico e como pessoa com deficiência, enfatizando que nenhuma condição física define os limites de alguém.

O Acre tem hoje cerca de 70 mil pessoas, entre pessoas com deficiência e familiares, diretamente envolvidos na luta por uma vida digna. O Estado, por sua vez, assume o compromisso de manter a pauta viva e em movimento, porque políticas públicas só funcionam quando realmente chegam a quem precisa delas.

“Perspectivas da Reabilitação no Brasil: uma visão médico-paciente” reuniu mais de 500 pessoas no auditório do Centro Universitário Uninorte nesta sexta-feira, 25, em Rio Branco.

 

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