Brasil estabelece general como adido militar na China pela 1ª vez

Brasil estabelece general como adido militar na China pela 1ª vez

Adido militar é um representante militar que tem o objetivo de realizar missões diplomáticas junto ao governo estrangeiro

O Brasil terá dois militares de patente máxima em solo chinês. O general Rovian Alexandre Janjar foi designado Adido Militar do Brasil na China. Junto com ele um contra-almirante da Marinha será enviado como representante estratégico junto ao governo da República Popular da China.

Até hoje, só os EUA contavam com adidos militares brasileiros com status de oficial general, reflexo da histórica dependência do Brasil em relação às forças militares norte-americanas. Agora, a China ganha protagonismo com um oficial general do Exército Brasileiro, um almirante da Marinha e mais três oficiais superiores designados para funções de adjuntos e adido aeronáutico.
A aproximação militar do Brasil com a China ocorre também porque as forças brasileiras buscam substituir o Estado de Israel como fornecedor de armamentos, além de temerem que a ofensiva de Donald Trump contra as instituições brasileiras acabe por resvalar nas relações militares entre EUA e Brasil, analisa Francisco Carlos Teixeira Da Silva, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Guerra, para o DCM.

Qual a função de um Adido Militar?

O cargo exercido pelo adido tem a função de trabalhar no estreitamento de relações com autoridades militares locais. Dentre as suas atribuições estão oferecer informações ao Estado Maior representado e dirigir comissões militares de acordo com a sua subordinação.

Além disso, o militar adido pode tomar as providências necessárias de passagem ou permanência temporária de comandos de tropas, navios de guerra ou de aeronaves militares brasileiras no país de atuação. Também pode assessorar o embaixador com questões militares e promover a indústria de defesa nacional para facilitar o encaminhamento de compras.

Currículo

O general Rovian Alexandre Janjar é especialista em relações com a China, tendo já feito um curso de Alto Comando naquele país.

É egresso do Curso de Inteligência Estratégica da Escola Superior de Guerra (ESG), com graduação em Ciência Militar pela Academia Militar das Agulhas Negras (1993); Instrutor de Educação Fìsica pela Escola de Educação Física do Exército (1997); mestrado em Ciências Militares pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (2001);  mestrado em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (2010); especialização no Curso Avançado de Inteligência pela Escola de Inteligência Militar do Exército (2012) e o curso na ESG (2015).

 

 

 

 

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