Farsa da liberdade de expressão: por pressão de Trump humorista é retirado do ar

Farsa da liberdade de expressão: por pressão de Trump humorista é retirado do ar

O humorista Jimmy Kimmel, um dos principais nomes da TV americana, foi retirado do ar depois de pressão direta do governo Trump. Órgãos regulatórios foram acionados para ameaçar emissoras e forçar sua suspensão, num movimento que marca a escalada mais grave contra a liberdade de expressão desde o início do mandato.

A crise começou após o monólogo de segunda-feira, em que Kimmel ironizou a tentativa de setores pró-Trump de explorar politicamente o assassinato de Charlie Kirk. A fala, baseada em informações ainda incertas à época, não configurava violação de regras jornalísticas.

Mesmo assim, na quarta-feira, o chefe da FCC (Federal Communications Commission – Comissão Federal de Comunicações), Brendan Carr, ameaçou cassar licenças de estações que continuassem transmitindo o programa.

Embora a lei proíba o órgão de praticar censura, Carr já vinha investigando denúncias de “viés anti-conservador” em redes como ABC e CBS. Sua ameaça ganhou peso porque a Nexstar, maior grupo de TVs locais do país, busca aprovar uma fusão bilionária que depende de aval da agência.

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