Presidente do PRTB, que disse ter elo com PCC, conversa com Eduardo Bolsonaro sobre 2026

Presidente do PRTB, que disse ter elo com PCC, conversa com Eduardo Bolsonaro sobre 2026

Leonardo Avalanche, que lançou Pablo Marçal na disputa em São Paulo, diz que conversa com Eduardo Bolsonaro para que ele saia como candidato do PRTB nas eleições presidenciais em 2026

Gravado em uma conversa com um correligionário onde afirma que tem contato com integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Leonardo Avalanche, presidente do PRTB, revelou que tem mantido conversas com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) que pode se filiar à sigla para lançar a candidatura à Presidência em 2026.

Nos bastidores, o filho “03” de Jair Bolsonaro (PL) está em disputa direta com o governador paulista Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), favorito da chamada terceira via, na disputa pelo espólio eleitoral na ultradireita como candidato anti-Lula e já expressou, por diversas vezes, seu desejo de ser o candidato do clã – inclusive na capa da revista Veja.

À Folha, Avalanche afirmou que além de Eduardo Bolsonaro, convidou para entrar no partido o prefeito de Sorocaba Rodrigo Manga (Republicanos) – investigado em caso de corrupção -, o ex-governador Anthony Garotinho – que já foi preso por corrupção -, e com a senadora Damares Alves (Republicanos-DF). Em 2024, a sigla abrigou a candidatura do coach Pablo Marçal, que tumultuou a eleição à Prefeitura de São Paulo e foi condenado à inelegibilidade até 2032.

“Estamos conversando e todos estão dispostos a demonstrarem para o eleitorado brasileiro suas propostas”, disse Avalanche, que ressaltou que “quem vencer ou melhor pontuar nas pesquisas presidenciais será o nosso candidato, e os demais deverão sair candidatos a governadores pelos seus respectivos estados”.

Elo com o PCC

Em agosto de 2024, enquanto promovia a candidatura de Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo, o presidente do PRTB apareceu em uma gravação, revelada pela Folha de S.Paulo, falando do elo que mantém com o PCC.

A conversa com Thiago Brunelo, um dos fundadores do partido, teria ocorrido em fevereiro do mesmo ano e tinha como pano de fundo a disputa pelo comando da sigla, que sofreu intervenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na conversa, Leonardo Avalanche tenta mostrar que possui influência sobre autoridades da República para conquistar apoio de Brunelo, que não tinha consciência de que estava sendo gravado.

“Não tem o Piauí, de [inaudível]? Não tem o chefe do PCC que está solto? Ele é a voz abaixo”, disse Avalanche, referindo-se ao seu motorista. “Ele nunca mexeu com política. Hoje ligaram para o menino, né, lá de dentro da cadeia e falaram: ‘Estou trabalhando pro Avalanche de motorista’.”

O Piauí citado pelo presidente do PRTB é o ex-chefe do PCC na favela de Paraisópolis (SP) Francisco Antônio Cesário da Silva.

Em outro momento, Avalanche diz que foi o responsável pela soltura de outro chefe do PCC.

“Eu sou o cara que soltou o André [do Rap]. A turma não sei se vai te contar isso. Esse é o meu trabalho, entendeu? A próxima, agora, a gente vai botar um lugar acima dele. Esse é o meu dia a dia […] Eu faço um trabalho bem discreto”, disse Avalanche.

Posteriormente, Avalanche fala sobre a candidatura de Pablo Marçal. O dirigente afirma que Marçal não tem chances de vencer, mas a sigla teria poder de barganha caso ele fosse ao segundo turno.

“Nós temos chance de ganhar? Não. Mas é quando ele for para o segundo turno, entendeu? Eu sei que não ganha, mas é o que a turma falou: põe ele e depois a gente senta e conversa”, disparou Avalanche. As informações são da Revista Fórum

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