Enquanto o PCC cresce, Tarcísio reduz pela metade a verba para combater o crime organizado

Enquanto o PCC cresce, Tarcísio reduz pela metade a verba para combater o crime organizado

PLOA de Tarcísio prevê R$ 325,8 milhões para o combate ao crime em 2026, menos da metade do que SP teve para 2025 que foi de R$ 666,4 milhões

A proposta do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi apresentada em meio a um cenário de crescente violência atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Menos de um mês antes do envio da LOA, o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes foi assassinado a tiros em Praia Grande, em uma execução atribuída a integrantes da facção. No fim de 2023, outro crime de grande repercussão havia exposto a atuação do grupo: o homicídio do delator Vinícius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, com a participação de policiais.

As investigações sobre esse episódio revelaram infiltração do PCC dentro da própria Polícia Civil paulista. Além disso, operações recentes do Ministério Público de São Paulo (MPSP) indicam que a facção ampliou sua influência para setores da economia formal, incluindo o mercado financeiro, evidenciando um nível de atuação cada vez mais sofisticado.

Tarcísio nega elo das mortes por metanol com PCC

A redução de verba também ocorre no momento em que crescem os registros de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol no estado.

Em entrevista coletiva, o governador de SP procurou descartar a ligação das bebidas adulteradas com o PCC: ““Não há evidência nenhuma de que exista crime organizado nisso. As pessoas que estão trabalhando com adulteração nessas destilarias clandestinas não têm relação com o crime organizado e não têm relação entre si”.

 

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