Hipocrisia: deputado de SC que criticou cotas para “viados” foi flagrado em a motel com menino de 14 anos

Hipocrisia: deputado de SC que criticou cotas para “viados” foi flagrado em a motel com menino de 14 anos

Durante sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) na última quarta-feira (10), chamou atenção um trecho do discurso do ex-prefeito de Jaraguá do Sul e atualmente deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), em que ele afirma que “recentemente” teria “começado” no Brasil uma divisão entre “negro, pardo, branco e viado”.

A afirmação foi durante a votação do Projeto de Lei 753/2025, que acaba com as cotas raciais e outras ações afirmativas nas instituições de ensino superior públicas do Estado, como a UDESC. O texto, de autoria do deputado Alex Brasil (PL), contou com 24 votos favoráveis, entre eles o de Antídio Lunelli, contra sete contrários.

“Desde que nós começamos com esse governo socialista, é que começou com essa divisão das classes. Eu sou da época da ARENA e do MDB e nunca existiu isso. E aí começou negro, pardo, branco, viado e não sei mais o quê. Chega, gente. Chega de discutir isso!”, discursou Lunelli antes de encaminhar seu voto a favor do fim das cotas.

O mesmo deputado que utiliza o termo “viado” para se referir aos homossexuais, tem um histórico interessante: de acordo com inquérito policial de 2009, o deputado foi flagrado num motel com um menino de 14 anos.  O documento expõe que no dia 06 de maio daquele ano, Lunelli entrou em um motel na cidade de Balneário Piçarras, litoral norte de SC, com um jovem que na época dos fatos tinha 14 anos.

A Polícia Militar foi acionada por meio de uma denúncia anônima e abordou os dois dentro do carro do político, enquanto deixavam o estabelecimento. Questionados sobre o que estariam fazendo no motel, o jovem afirmou aos PMs que “estavam fazendo carícias”. De acordo com a polícia, eles já tinham se encontrado outras vezes.

Diante da resposta, os PMs deram voz de prisão a Lunelli e o encaminharam para a delegacia, onde o político assinou a nota de culpa e o auto de prisão em flagrante. O menino relatou que eles tinham se conhecido duas semanas antes, quando Lunelli se apresentou como “Márcio”. O inquérito foi divulgado com mais detalhes 13 anos depois, em 2022, pelo jornalista Marcelo Lula, do portal SC em Pauta. Com informações do DCM

 

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