Servidor Paulo Sérgio Neves de Souza foi afastado do órgão por ordem do STF. Ele analisava documentos e orientava como Daniel Vorcaro deveria se comportar em reuniões
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou, em decisão nesta quarta-feira (4/3), que o servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização da autarquia, estava atuando como um “empregado/consultor” do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso novamente nesta manhã. O magistrado apontou a troca de mensagens entre os dois como prova do crime.
Mendonça diz que Paulo Sérgio chega a enviar orientações a Vorcaro sobre “como deve se comportar em reuniões”.
“Mesmo sendo servidor do Bacen, Paulo Sérgio torna-se uma espécie de empregado/consultor de Vorcaro para assuntos de interesse exclusivamente privado deste último. E há inúmeras mensagens transcritas nos autos entre Vorcaro e Paulo Sérgio nesse mesmo sentido”, escreveu Mendonça.
Gestão Campos Neto
O ex-diretor de Fiscalização da autoridade monetária também teria analisado documentos para Vorcaro.
“Há reprodução de mensagem enviada por Daniell Vorcaro a Paulo Sérgio, pedindo ao servidor que analise uma minuta de ofício que seria enviada pelo Banco Master ao próprio Departamento do Bacen em que este último exercia a função de Chefe Adjunto. Em seguida, Paulo Sérgio responde a mensagem com várias sugestões de alteração no referido documento”, ressaltou o ministro.
Paulo Sérgio e Bellini Santana, também do BC, foram afastados do órgão por ordem do STF. Eles já eram alvo de apuração interna na própria autarquia desde o fim do ano passado.
Os servidores são suspeitos de atuação inadequada na supervisão do Master antes do processo de liquidação da instituição, em novembro do ano passado. No início de 2026, também já haviam sido afastados administrativamente de funções no Banco Central.
Paulo Sérgio e Bellini Santana, também do BC, foram afastados do órgão por ordem do STF. Eles já eram alvo de apuração interna na própria autarquia desde o fim do ano passado.
Os servidores são suspeitos de atuação inadequada na supervisão do Master antes do processo de liquidação da instituição, em novembro do ano passado. No início de 2026, também já haviam sido afastados administrativamente de funções no Banco Central. As informações são do Correio Braziliense
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