Dos 81 senadores, 67 votaram a favor. O projeto não obteve voto contrário, o que os faria perder nas eleições que se avizinham mas 14 senadores não votaram. Entre eles, Sérgio Petecão (PSD-AC) que não compareceu à sessão; Alan Rick (Republicanos- AC) e Márcio Bittar (PL), votaram favor, mas assinaram o recurso apresentado pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).
O senador Eduardo Girão apresentou emenda para excluir da tipificação crime, as manifestações de natureza artística, científica, jornalística, acadêmica ou religiosa sem intenção discriminatória, mas o destaque foi rejeitado.
Além dos dois senadores do Acre, outros parlamentares, assinaram o destaque de Girão: Marcos Rogério (PL/RO), Flávio Bolsonaro (PL), Magno Malta (PL), Luis Carlos Heinze (PP), Rogerio Marinho (PL), Carlos Portinho (PL), Jorge Seif (PL) e Wilder Morais (PL), todos favoráveis à apreciação do projeto pelo plenário.
França, Argentina e Reino Unido, têm leis contra a misoginia.
Entre os senadores, 11 não registraram presença na votação: Angelo Coronel (PSD-BA), Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Cid Gomes (PSB-CE), Dr. Hiran (PP-RR), Eliziane Gama (PSD-MA), Magno Malta (PL-ES), Mara Gabrilli (PSD-SP), Otto Alencar (PSD-BA), Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), Rogério Marinho (PL-RN) e Sérgio Petecão (PSD-AC).
A tramitação do projeto estava parada no Senado após senadores de extrema direita pedirem mais tempo para análise da proposta em outubro de 2025. Dentre os senadores responsáveis por atrasar o andamento do projeto estava o candidato à presidência Flávio Bolsonaro, e os bolsonaristas Rogério Marinho, Marcos Rogério, Jorge Seif e Carlos Portinho, todos filiados ao Partido Liberal (PL).
Ameaças
A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora do projeto, recebeu ameaças . As ameaças foram feitas na sexta-feira (17), por um perfil que acusava Ana Paula de ser contra a democracia e a liberdade de expressão. Em uma das mensagens, o autor dizia que ela iria “morrer” por querer punir quem ofende mulheres na internet. “Quero ver mandar prender os que te querem morta depois deles terem te matado. Você vai morrer, escapa dessa não”. Após a repercussão, a conta foi excluída.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/M/Y/Wd0dTSRwyemg2CAKmP0Q/whatsapp-image-2025-10-28-at-17.05.28.jpeg)
Após tomar conhecimento das ameaças, Ana Paula registrou boletim de ocorrência na Polícia de Investigação e Judiciária do Senado, que está apurando o caso. Ela também acionou a Divisão de Assuntos Parlamentares da Polícia Federal, em Brasília.
Lei da misoginia: o que diz o projeto
A partir do projeto, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), a misoginia será um delito que não prescreve nem permite fiança.
O texto caracteriza misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. A proposta prevê a inclusão desse tipo de prática na Lei do Racismo, passando a tratá-la como crime de discriminação. Um dos principais pontos da proposta é a ampliação do alcance da lei para abranger não apenas ações concretas de discriminação, mas também manifestações verbais e simbólicas, como injúrias e discursos de ódio direcionados às mulheres. Isso inclui ofensas que atentem contra a dignidade feminina ou falas que incentivem a inferiorização das mulheres em espaços públicos e privados, inclusive no ambiente digital
Acre in Foco – Cobertura das Últimas Notícias do Acre Acre in Foco traz as últimas notícias do Acre, com cobertura atualizada sobre política, segurança, saúde, cultura e eventos locais. Fique por dentro de tudo
