No dia 20 de março, um grupo chamado “Earthquake Faction” incendiou o epicentro europeu da indústria bélica sionista, na República Tcheca. A organização esperou até que o centro de desenvolvimento, produção e treinamento estivesse vazio para destruir equipamentos e incendiar a fábrica. A “Earthquake Faction” é uma rede clandestina internacionalista que visa locais-chave críticos para a entidade sionista e tem como objetivo “destruir todos os membros do império por dentro, por quaisquer meios eficazes”.
O “Centro de Excelência” da Elbit Systems foi construído em colaboração com a LPP, “empresa de desenvolvimento e fabricação especializada em tecnologias avançadas de segurança e defesa”, para atender à expansão bélica sionista. Em 2024, o CEO da LPP afirmou que parte dos projetos com a Elbit estava relacionada às forças armadas nazi-sionistas. O armamento desenvolvido ali é utilizado pela entidade sionista para agredir países como Palestina, Líbano e Irã.
Diante da barbárie genocida em andamento no Oriente Médio, nos últimos anos, grupos armados têm se levantado e lutado contra os Estados imperialistas da Europa e, principalmente, do imperialismo ianque. Na Europa, têm-se grupos como “Palestine Action UK”, no Reino Unido, e na Alemanha, o “Stop Arming Israel” e o “Code Rouge”, na Bélgica. No EUA, os grupos são “Palestine Action US”, Resist and Abolish the Military Industrial Complex (RAM INC), Palestinian Youth Movement (PYM), entre outros.
Revoltas pela Europa
O “Palestine Action UK” iniciou suas atividades em julho de 2020 e se considera um movimento “comprometido em acabar com a participação global no regime genocida e de apartheid sionista”. O grupo “Palestine Action” afirma que utiliza “táticas disruptivas” para atacar “facilitadores corporativos” e empresas envolvidas na fabricação de armas para a entidade sionista, como a sionista Elbit Systems, a italiana Leonardo, a francesa Thales e a norte‑americana Teledyne, concentrando‑se em instalações dessas empresas no Reino Unido. A organização, que se descreve como um coletivo de ação direta voltado a fábricas de armas britânicas cúmplices do genocídio em Gaza e da opressão histórica ao povo palestino, já realizou invasões e ocupações, como a entrada em uma fábrica da Thales em Glasgow em 2022, causando danos superiores a 1 milhão de libras, e um protesto de seis dias no telhado da subsidiária UAV Tactical Systems da Elbit, em Leicester, em 2021, que resultou na prisão de vários ativistas. No dia 23 de junho de 2025, o imperialismo britânico anunciou que proibiria as atividades do grupo, classificando-o como terrorista.
O “Stop Arming Israel Belgium” (SAIB) surge entre 2024 e 2025 e “propõe agir diretamente na Bélgica para desmantelar uma peça fundamental dessa máquina de guerra: a Elbit Systems, a maior empresa privada de armamentos sionistas”. Diante da continuidade da ocupação e da violência colonial, “torna-se urgente agir em todos os lugares para deter a máquina de morte de ‘israel’”. Cerca de mil ativistas do grupo (SAIB) bloquearam, no dia 23 de junho de 2025, duas empresas belgas que fornecem componentes de armas para a entidade, exigindo o fim da cumplicidade europeia no genocídio em Gaza; cerca de 900 deles cercaram a sede da Syensqo, em Haren, nos arredores de Bruxelas, empresa que produz resina usada em drones Hermes 450 responsáveis por mortes de civis, enquanto outros 100 ocuparam um armazém da OIP Sensory Systems, subsidiária da Elbit Systems, em Tournai, pichando mensagens de apoio à Palestina, hasteando bandeiras palestinas e resultando em pelo menos 650 detenções, muitas realizadas de forma violenta, enquanto o grupo pressiona o governo belga a impor um embargo de armas efetivo a Israel e a romper todos os laços comerciais com o país devido ao seu regime de apartheid e à política de genocídio na Faixa de Gaza.
Luta anti-imperialista no território estadunidense
Em 13 de março de 2026, ativistas em Nova Iorque foram ao complexo industrial Brooklyn Navy Yard pressioná-lo a romper relações com a Crye Precision e seus fornecedores militares. O complexo já havia sido invadido quatro vezes em 2025 e, por causa disso, foi reforçada a segurança do local. “O Brooklyn Navy Yard está financiando e permitindo todas as guerras intermináveis, em casa e no exterior, com subsídios públicos.” O prédio foi pintado de vermelho, pneus foram furados e janelas foram quebradas para ampliar a mensagem. Ativistas relatam a angústia de ver agentes do ICE sequestrarem e matarem seus vizinhos, enquanto o EUA e “israel” bombardeiam pessoas na Palestina, no Líbano e no Irã. Eles relembram ainda a vitória sobre a Easy Aerial, que, depois de meses de protestos, acabou recuando e atendendo às reivindicações dos manifestantes.
No início de 2025, dezenas de ataques a veículos e instalações da Tesla foram registrados no EUA, com concessionárias e estações de recarga incendiadas em vários estados, em meio a protestos contra o governo do ultrarreacionário Donald Trump e seu apoiador Elon Musk. Enquanto protestos pacíficos ocorriam em concessionárias e fábricas da Tesla na América do Norte e na Europa, ações mais combativas, que incluíam o lançamento de coquetéis Molotov em lojas da empresa em estados como Colorado, Carolina do Sul e Oregon, além de tiros contra veículos em Portland, incêndios de Cybertrucks em Seattle, grafite em centros de serviços da marca em Las Vegas e outros episódios comparáveis, com frases como “Carros nazistas” e “resistir” pichadas nos prédios. As informações são da A Nova Democracia
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