MPAC investiga turfe clandestino com crianças como jóqueis

MPAC investiga turfe clandestino com crianças como jóqueis

MPAC deflagra investigação contra “farra do turfe” clandestino em Mâncio Lima: corridas de cavalo com apostas, sonegação além do uso de crianças como jóqueis

Ministério Público do Acre (MPAC) instaurou um Procedimento Preparatório para apurar um possível esquema criminoso envolvendo corridas de cavalos com apostas no município de Mâncio Lima, interior do estado. A investigação, oficializada pela Portaria nº 47/2026 e assinada pela promotora Manuela Canuto de Santana Farhat, teve origem em uma denúncia do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) , repassada pelo MPF.

Segundo as investigações, há fortes indícios de que as atividades turfísticas (corridas com apostas) estão sendo realizadas sem a devida autorização legal – a chamada Carta Patente, exigida pela Lei nº 7.291/1984 e pelo Decreto nº 96.993/1988. Até o momento, nenhuma entidade está autorizada a explorar esse tipo de atividade no Acre.

O “pacote de crimes” que a promotoria quer desvendar:

  • Exploração ilegal de apostas (jogo de azar não autorizado)

  • Sonegação fiscal (ausência de recolhimento de tributos)

  • Transporte irregular de animais – sem Guia de Trânsito Animal (GTA)

  • Infrações sanitárias e ambientais

  • Maus-tratos a animais – descarte inadequado de resíduos e carcaças

  • Utilização de crianças e adolescentes como jóqueis – violação grave ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

A força-tarefa do MPAC:

Como parte das diligências, a promotoria determinou o envio de ofícios ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) , à Prefeitura de Mâncio Lima e ao Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) , solicitando informações sobre fiscalizações, autos de infração e a realização de eventos do tipo no município.

O MPAC também encaminhou cópia dos autos às Promotorias de Justiça de Sena Madureira e Tarauacá, após menções de que eventos semelhantes podem estar ocorrendo nessas cidades.

O que diz a lei:

Os fatos investigados podem configurar crimes ambientais (Lei nº 9.605/1998), além de infrações administrativas, tributárias e sanitárias. A exploração ilegal de apostas é considerada contravenção penal – e, quando envolve crianças e maus-tratos, as penas se agravam.

O MPAC agora corre contra o tempo para colher provas e responsabilizar os envolvidos. A população de Mâncio Lima e região é convidada a colaborar com denúncias. A “farra do turfe” clandestina pode ter os dias contados. As informações são do O Alto Acre

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