O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, decretou neste sábado (20) estado de exceção em todo o território nacional, após 50 dias de bloqueios de rodovias que paralisaram partes do país, provocaram desabastecimento em grandes cidades e ampliaram a crise política e social enfrentada pelo governo.
Com o estado de exceção, o governo passa a ter instrumentos legais mais amplos para desobstruir rodovias e restabelecer a circulação em pontos estratégicos. A medida permite o uso das Forças Armadas em apoio às ações de desbloqueio e controle da ordem pública.
Segundo o governo boliviano, a medida entra em vigor imediatamente e amplia os poderes do Executivo para mobilizar as Forças Armadas e liberar à força armada vias estratégicas ocupadas por manifestantes.
O cenário aprofunda a pressão sobre o governo de Rodrigo Paz, que já vinha enfrentando semanas de contestação social. Os protestos começaram como reação a dificuldades econômicas e reivindicações setoriais, mas ganharam dimensão política mais ampla com o prolongamento dos bloqueios.
Bolívia entra em nova fase da crise
O estado de exceção marca uma nova etapa da crise boliviana. Depois de 50 dias de bloqueios, negociações parciais e agravamento do desabastecimento.
A medida também expõe a fragmentação do movimento de protesto. A COB aceitou um acordo com o governo e suspendeu sua participação nas mobilizações, mas grupos camponeses e indígenas mantêm resistência e acusam setores sindicais de abandonar a luta.
Com o decreto, Rodrigo Paz busca demonstrar autoridade diante da crise. O risco, porém, é que a mobilização das forças de segurança aprofunde o confronto com setores sociais que seguem nas estradas e amplie a instabilidade política no país. Com informações da RT Brasil.
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