Tarcísio admite que privatização não funciona e revê concessão de linha de metrô

Tarcísio admite que privatização não funciona e revê concessão de linha de metrô

Mas pelo jeito os negócios não podem parar

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que pretende rever o contrato de concessão da Linha 17-Ouro com a ViaMobilidade e sinalizou que novas privatizações de linhas do Metrô paulista não estão no horizonte imediato. A declaração foi feita durante coletiva após a inauguração da Estação Washington Luís.

“Já parou para pensar quantas vezes eu já mudei de opinião?”, disse o governador. Tarcísio afirmou que está em análise a possibilidade de devolver a operação da Linha 17-Ouro ao Metrô, sob a justificativa de que o trecho é deficitário.

“Se houver um reequilíbrio econômico-financeiro com a retirada da Linha 17 da ViaMobilidade, ele será favorável ao Estado”, prosseguiu. Segundo ele, eventuais ajustes poderiam gerar recursos para novos investimentos e expansão de outras linhas.

O governador também afirmou que futuras concessões só ocorrerão se houver melhora no serviço ou atração de investimentos.

“A gente não concede algo por conceder. Não é aquele negócio: ‘Eu preciso necessariamente ter a iniciativa privada’. Existe a possibilidade de passar para o Metrô, o Metrô continuar operando, e já está fazendo isso muito bem hoje”, acrescentou.

Tarcísio alegou ainda dificuldades para ampliar o modelo de concessões, como a concentração do setor entre poucos grupos e a baixa entrada de operadores estrangeiros. Atualmente, o mercado paulista de trilhos privatizados é dominado por dois grandes conglomerados.

Historicamente defensor das privatizações no setor, o governador já havia conduzido concessões como o Trem Intercidades e linhas da CPTM. Mais recentemente, porém, afirmou que não há previsão para novas concessões das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. “Não tem problema nenhum. Eu vou mudar de opinião tantas vezes quantas forem necessárias”, disse.

 

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