O consumo excessivo de notícias negativas pode gerar ansiedade e estresse; psicólogos ensinam a identificar o problema e a criar uma relação mais saudável
Esse hábito se intensifica em períodos de grande agitação social, política ou sanitária. Em 2026, com o uso crescente de redes sociais e plataformas de notícias em tempo real, o fenômeno continua altamente relevante, com a necessidade de se manter informado se transformando em uma compulsão que parece fora de controle, alimentada pelos algoritmos das plataformas digitais.
Doomscrolling
Doomscrolling é o hábito de passar um tempo excessivo consumindo notícias online de teor negativo, de forma contínua. Essa prática cria um ciclo vicioso que pode impactar diretamente a saúde mental do usuário, gerando ou intensificando quadros de ansiedade, estresse e desesperança.
Prejudicial à saúde mental
Segundo especialistas em saúde mental, a exposição constante a conteúdos perturbadores ativa o sistema de alerta do corpo, liberando hormônios de estresse como o cortisol. Manter o organismo nesse estado de vigilância permanente pode levar a sintomas físicos e psicológicos, como insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e até mesmo depressão.
Além disso, o doomscrolling pode distorcer a percepção da realidade, fazendo com que o mundo pareça um lugar exclusivamente perigoso e sem solução. Esse viés de negatividade afeta o humor e a capacidade de focar em aspectos positivos e construtivos do cotidiano.
Como identificar os sinais desse comportamento compulsivo?
Reconhecer o problema é o primeiro passo para mudar o hábito. Alguns sinais indicam que o consumo de notícias passou de um nível saudável para uma compulsão prejudicial. Fique atento se você costuma:
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Perder a noção do tempo enquanto navega por feeds de notícias.
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Sentir-se mais ansioso, triste ou irritado após ler as atualizações.
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Buscar notícias de forma compulsiva, mesmo quando deveria focar em outras tarefas.
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Ter dificuldade para dormir por pensar nos conteúdos que consumiu.
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Deixar de lado hobbies e interações sociais para se manter informado.
Como se proteger desse hábito compulsivo?
Adotar uma abordagem consciente sobre o consumo de informação é fundamental. Pequenas mudanças de hábito podem fazer uma grande diferença para o seu bem-estar digital.
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Defina limites de tempo: estabeleça horários específicos do dia para checar notícias, como uma vez pela manhã e outra no fim da tarde. Por exemplo, use alarmes ou o modo ‘Não Perturbe’ do seu celular para evitar o consumo de informações antes de dormir.
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Desative as notificações: alertas constantes de aplicativos mantêm o cérebro em estado de alerta. Desligá-los devolve o controle sobre quando você se informa.
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Equilibre seu feed: siga perfis e páginas que compartilhem conteúdos positivos, como arte, natureza ou comédia. Isso ajuda a quebrar o fluxo de negatividade.
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Seja seletivo com as fontes: priorize veículos de comunicação com credibilidade e evite aqueles que apelam para o sensacionalismo e o alarmismo.
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Pratique um detox digital: reserve períodos para se desconectar completamente e se dedicar a atividades offline que lhe tragam prazer. Com informações do Estado de Minas
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