Márcio Bittar é acusado de cobrar pedágio de até 30% sobre o valor das emendas

Márcio Bittar é acusado de cobrar pedágio de até 30% sobre o valor das emendas

A acusação não partiu de adversários, mas do ex-prefeito de Sena Madureira, Mazinho Serafim (União), e foi relembrada no site Yaco News pelo atual prefeito da cidade  Gérlen Diniz (PP), ambos do mesmo espectro político de Márcio Bittar (PL).

Tudo começou quando o senador pelo Acre, disse ver com tristeza o fato do parque que deveria levar o nome do pai dele, Marmédio Bittar, não ter saído do papel apesar da destinação de uma emenda dele de cerca de R$ 24 milhões para a obra. O executivo municipal  cancelou a  licitação da obra.

O prefeito Gérlen Diniz reagiu dizendo que a verdadeira tristeza é lembrar das acusações feitas anteriormente pelo ex-prefeito Mazinho Serafim, atualmente aliado político de Márcio Bittar.

“Tristeza é ouvir um ex-prefeito, hoje aliado de Márcio Bittar, dizer que o senador exigia 10% do valor das emendas que destinava para Sena Madureira e que depois teria aumentado essa exigência para 30%.”

Vale ressaltar que o prefeito Gérlen Diniz é um político de discursos polêmicos, mas nunca se viu qualquer indício de desonestidade em sua carreira.

Petecão se posiciona

Em áudio enviado ao Yaco News o senador Sérgio Petecão (PSD), foi taxativo “Se não tivesse prova, Gerlen jamais faria essa denúncia”.

Petecão afirmou que acompanha o caso com atenção e classificou como “gravíssima” a denúncia mencionada por Gerlen Diniz.

“Eu vi a reportagem no YacoNews, um jornal renomado. Se tratando do Gerlen, que eu conheço há muito tempo, jamais ele faria uma denúncia dessa, dessa cobrança, se ele não tivesse uma prova. Vamos aguardar o desenrolar, porque isso é muito grave. Na verdade, isso é gravíssimo”, declarou o senador.

Não é a 1ª vez que Márcio Bittar tem o nome envolvido em escândalos ligados à emendas parlamentares

Como relator-geral do Orçamento da União, em 2021, no governo Jair Bolsonaro (PL), Bittar ocupou as manchetes nacionais, em função do Orçamento Secreto, esquema que legalizou a apropriação legislativa dos recursos da União, considerado um dos principais entraves ao desenvolvimento do bem-estar dos brasileiros que nunca conseguiu ser revertido. Ou seja continua mantendo os resultados negativos ainda em 2026, apesar dos esforços do ministro Flávio Dino (STF).

Segundo a imprensa nacional, o esquema naquele ano envolveu a destinação de R$ 3 bilhões em emendas do orçamento federal que foram entregues a parlamentares escolhidos a dedo, que puderam dessa forma definir onde seriam aplicados os recursos extraídos dos impostos.

Não por acaso Eliane Nogueira, mãe do presidente do PP, Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), ficou em 2º lugar no ranking dos parlamentares que registraram as maiores indicações via emendas do relator, ficando atrás apenas de Márcio Bittar. A mãe de Ciro foi responsável pelo gasto de R$ 399,2 milhões via RP9. Detalhe, ela assumiu a cadeira de senadora ocupando a vaga que era do filho Ciro.

Nomes de parentes em obras públicas

Interessante observar como políticos usam dinheiro público, em emendas para obras públicas que levam nomes de seus parentes. Um jeito de manter a associação com o autor da emenda. Márcio Bittar, já que estamos tratando dele, deu o nome do pai dele ao viaduto da capital e queria batizar com o mesmo nome o parque de Sena Madureira.

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