Não se espera que Folha, Globo e Estadão destaquem a multidão que acolheu Lula em São Bernardo. Mas também não precisam esconder o fracasso do lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro no Rio, não só pela ausência de público como pela ausência de líderes da extrema direita.
A informação com estimativas de público é decisiva para que se tenha, sob qualquer ponto de vista, e principalmente sob o foco do jornalismo, a dimensão de um evento de massa com figuras públicas expostas à avaliação pública.
Pois nada é mais público do que um comício em espaço aberto, como foi o de Lula no histórico Estádio Municipal 1º de Maio, a antiga Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), palco das lutas do presidente como líder sindical.
O Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, que fez a estimativa de público da aglomeração de Flávio em Copacabana, calculando em torno de 8,9 mil pessoas, não pode fazer o mesmo no evento de Lula, porque a organização pediu que não houvesse a circulação de drones no local.
Mas as estimas do PT e da imprensa ficam entre 30 mil e 40 mil pessoas. Havia gente nas arquibancadas, onde cabem é 12,6 mil pessoas, e em todo o gramado. Estiveram no estádio Geraldo Alckmin, Janja da Silva, Fernando Haddad, Benedita da Silva, Simone Tebet, Marina Silva, Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Requião Filho.
Estiveram com Flávio o candidato a vice Alfredo Gaspar, Valdemar Costa Neto e o deputado Carlos Jordy. Fugiram da foto com Flávio o deputado Nikolas Ferreira, o pastor Silas Malafaia, o governador Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e o ex-governador Cláudio Castro.
A aglomeração do filho ungido aconteceu num reduto da direita, onde as pessoas circulam com seus cães no domingo. Não era preciso caminhar muito para ir ao comício. Mas apareceu o pior público já reunido pelo fascismo em Copacabana.
Por Moisés Mendes
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