Trans bolsonarista declara “superior completo” ao TSE sem finalizar o ensino fundamental

Trans bolsonarista declara “superior completo” ao TSE sem finalizar o ensino fundamental

A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL) declarou ter ensino superior completo no registro de candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o documento apresentado à Justiça Eleitoral registra a conclusão da 7ª série do ensino fundamental.

O histórico escolar enviado pela candidata comprova que ela concluiu a 7ª série em 2014. O documento, emitido em abril de 2021, não apresenta comprovação de curso superior.

Em um primeiro posicionamento, a assessoria de Sophia afirmou que todos os documentos sobre a escolaridade haviam sido encaminhados e protocolados na Justiça Eleitoral. Após ser informada sobre o histórico escolar, a equipe confirmou que a candidata não possui ensino superior.

A assessoria classificou o dado lançado no cadastro eleitoral como um equívoco e afirmou que a equipe jurídica e o partido foram acionados para corrigir a informação. A equipe também disse que Sophia deixou os estudos aos 15 anos, após ser expulsa de casa, e retornou à escola em 2023.

Benefícios sociais e críticas de Sophia Barclay

Segundo a assessoria, Sophia concluiu o ensino médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O histórico anexado ao registro eleitoral, porém, corresponde ao ensino fundamental e aponta apenas a conclusão da 7ª série.

A candidata também apareceu como beneficiária de programas sociais desde 2018, conforme dados do Portal da Transparência. Com exceção de 2024, ela recebeu cerca de R$ 21 mil em auxílios ao longo de oito anos.

Em 2025, quando passou a publicar conteúdo político de direita, Sophia criticou o Bolsa Família e o Gás do Povo nas redes sociais. Em uma postagem de setembro daquele ano, escreveu: “tem gente que merece mesmo viver apenas de Bolsa Família e se contentar com pouco. Bando de porco”. Dias depois, recebeu R$ 600 do Bolsa Família.

A assessoria declarou que Sophia não é contra programas de assistência social e defendeu que os benefícios funcionem como proteção para quem precisa, sem se tornarem fonte permanente de renda. Até a verificação das informações, o site do TSE ainda listava “Superior Completo” como grau de instrução da candidata. As informações são do DCM

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