PF apura possível fuga de Flávio Bolsonaro e aciona autoridades da Argentina

PF apura possível fuga de Flávio Bolsonaro e aciona autoridades da Argentina

A Polícia Federal acionou autoridades da Argentina na manhã desta terça-feira (27) para checar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil por um aeroporto do país vizinho. A consulta ocorreu após o site argentino Infobae noticiar que ele teria cruzado a fronteira e seguiria aos Estados Unidos em um jato particular.

Integrantes da cúpula da PF informaram que Flávio não passou por nenhum ponto regular de migração brasileiro nas últimas horas. A corporação considera, porém, a possibilidade de travessia da fronteira sem fiscalização migratória.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio, negou que ele tenha deixado o país. “Não saiu”, disse Marinho na manhã desta terça-feira (27).

A suspeita ganhou força horas depois de Flávio afirmar que agentes da PF o abordaram quando ele saía da casa de seu pai, em Brasília, para comunicar uma ordem atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar seus passaportes e não sair do Brasil, informa o DCM.

Notícia apontou voo particular a partir de Puerto Iguazú

O Infobae informou que Flávio teria entrado na Argentina com documento nacional de identidade e embarcaria em Puerto Iguazú. O destino previsto seria os Estados Unidos, em um voo particular programado para a madrugada desta terça-feira (27).

A aeronave citada é um Gulfstream G400 de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa Baires Fly S.A. A companhia solicitou procedimentos aduaneiros e migratórios para quatro passageiros e três tripulantes.

Fabricado em 2004, o jato tem 14 assentos, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros. Antes do registro argentino, a aeronave usou matrículas nos Estados Unidos e no México.

Em vídeo nas redes sociais, Flávio declarou: “Me ordenaram ali mesmo, na rua, que entregasse meus passaportes, e além disso tenho proibido sair do país”. Ele disse que entregaria os documentos e acrescentou: “Vou organizar a oposição”.

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