Vilson Delvoss, de 51 anos, morreu após passar 11 dias na UTI do Hospital São Braz, em Porto União, no Norte de Santa Catarina. Ele levou cinco tiros durante uma comemoração pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
O ataque aconteceu na noite de 25 de outubro, em frente à mercearia da família de Vilson. A Polícia Militar informou que um vizinho se aproximou do grupo e fez diversos disparos.
Um homem de 54 anos também foi atingido no braço esquerdo durante a ação. Ele recebeu atendimento médico e deixou o hospital.
Após os tiros, o suspeito fugiu de carro. Policiais o localizaram na BR-280, em Canoinhas, cidade vizinha a Porto União.
Réu confesso
Os policiais apreenderam com o homem um revólver calibre .38, apontado como a arma usada no crime. A corporação não divulgou o nome do suspeito.
O DCM informa que em depoimento à polícia, ele confessou os disparos e afirmou que atirou porque os vizinhos comemoravam a vitória de Lula, resultado do qual discordava.
O deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) lamentou a morte de Vilson nas redes sociais, prestou solidariedade aos familiares e amigos da vítima e classificou o episódio como violência política.
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