
Egomaníaco deslumbrado com o próprio fracasso, Eduardo Bolsonaro é um trator numa marcha inexorável rumo ao abismo. Sua resposta à crise aberta pelo vídeo de Michelle Bolsonaro denunciando o desrespeito e a humilhação que sofre de Flávio foi atacar novamente a madrasta.
Eduardo compartilhou um “dossiê” contra Michelle produzido por um certo Kim Paim, um golpista esquisito com bigode de cafetão dos anos 40 que vive homiziado na Austrália. Paim faz parte da tropa de jagunços de Eduardo nas redes, juntamente com Allan dos Santos e o bandido Paulo Figueiredo.
Eles estão sob o comando do condenado Eduardo e fazem qualquer coisa que ele ordene, especialmente massacrar Michelle. Flávio agora tem um problema a mais. Para que o pedido de desculpas a Michelle soe verdadeiro, terá de mandar o irmão sossegar o facho — algo que seu pai não conseguiu. Não há meio-termo. Ou fica com Michelle, ou fica com Eduardo e sua matilha de aloprados.
Jair Bolsonaro sabia do vídeo de Michelle. Logo no início, ela exibe uma aintiga carta dele em sua defesa. Enquanto isso, Eduardo segue construindo um projeto político próprio num rancor incontido, crente que o vigarista Trump o protegerá para sempre. Todos eles disputam o legado do velho, mirando num futuro próximo.
Repare a que ponto o sujeito chegou: ele curtiu uma publicação no Instagram que promove o “eduardismo”, um “movimento” que tenta vendê-lo como um “player internacional” e recorda que seria embaixador, não fosse a intervenção de Alexandre de Moraes.
Paulo Figueiredo, seu principal comparsa na conspiração contra o Brasil em Washington, vive repetindo que prefere Eduardo –a quem chama de “irmão de armas” — a Jair. Figueiredo espalha insinuações de ordem sexual sobre Michelle. Allan dos Santos acusou-a, entre outras coisas, de estar “literalmente (sic) cagando para Bolsonaro”.
A degradação do bolsonarismo aparece em toda a sua extensão. Até outro dia Michelle era apresentada como a mulher elegante, evangélica e “eterna primeira-dama”. Agora é Jezebel. Um apoiador de Flávio a retratou como um demônio com uma estrela do PT na testa. É daí para baixo.
Eduardo Bolsonaro incendeia o próprio campo político para satisfazer sua sede de vingança contra Michelle. O mesmo delinquente que admitiu que queria fazer do Brasil terra arrasada queimou sua casa. Matou a família e foi ao cinema ver “Dark Horse”.
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