“O filho do presidiário bate às portas de Donald Trump buscando fazer com que ele interfira nas eleições brasileiras”
As recentes pesquisas fizeram parte da Faria Lima e o núcleo duro do bolsofascismo entrar em parafuso. A cada dia que passa, aumenta a agonia no front do PL e seus aliados. As ligações perigosas entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro transformaram-se em um filme cuja promiscuidade e a desfaçatez fazem corar os adeptos das pornochanchadas da Boca do Lixo paulistana. A interlocução entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro pelo financiamento do Dark Horse tem todos os ingredientes de uma grande lavanderia de capitais, travestida de financiamento cultural.
Por outro lado, o filho do presidiário bate às portas de Donald Trump buscando fazer com que ele interfira nas eleições brasileiras. A mesma interferência que foi observada recentemente nas eleições da Argentina, da Colômbia e do Peru. O primeiro sintoma dessa interferência foi quando da classificação das facções criminosas que atuam no Brasil como organizações terroristas. Ao invés de construir uma parceria contra o crime organizado, como propôs o presidente Lula, Trump, que não consegue resolver a penetração do tráfico de drogas em suas fronteiras, quer usar os países da América Latina como subterfúgio.
É claro que a segurança pública será uma das prioridades do governo Lula se vencer novamente as eleições. Prioridade que já está posta desde a entrega para a discussão e aprovação pelo Congresso Nacional do PL Antifacção e da PEC da Segurança Pública.
A instituição do SUSP, Sistema Único de Segurança Pública, permitirá ao governo federal atuar junto aos estados e municípios no combate a todo tipo de crime. Desde o furto de celular nas vias públicas até o lavador de dinheiro dos bairros nobres.
A transformação de 150 unidades prisionais estaduais em presídios de segurança máxima fará com que os cabeças das organizações criminosas do tráfico e da milícia sejam separados dos demais apenados, enfraquecendo a cooptação.
É preciso ainda encaminhar a construção de novas unidades prisionais para que se possa buscar a ressocialização de pequenos infratores e não reincidentes, nem faccionados. Separando-os da massa carcerária.
Derrotar a Direita
A caminhada da extrema direita rumo à derrota nas eleições presidenciais de 2026 tem que vir acompanhada da derrota das forças conservadoras na Câmara e no Senado da República. É preciso que, reeleito, o presidente Lula possa ter um Congresso menos hostil do que o atual e que possa facilitar a aprovação das pautas dos interesses populares.
É o momento que os partidos de esquerda e centro-esquerda têm que aproveitar a maré e eleger pelo menos 200 deputados federais e uma forte bancada de senadores. O discurso para eleger uma bancada forte deve utilizar como base as muitas entregas do governo federal, dentre elas a isenção do Imposto de Renda e a luta de Lula pela instituição da escala 5/2 no mundo do trabalho.
Outra política importante é o financiamento para os trabalhadores em aplicativo e taxistas para a aquisição de carros, motos e bicicletas com juros muito abaixo do mercado, que repara uma injustiça, já que o agronegócio e a indústria têm altos subsídios. Coisa que não se observa no mundo do trabalho.
Por Alberto Cantalice
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